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Aaaaaaaaaaaaaai!
Gente, eu não desisti do blog, não. O problema é que está impossível escrever aqui. Não sei se alguém aí tem internet discada - mas aqui não funciona de jeito nenhum. Cai toda hora, o micro trava, já perdi vários textos, se escrevo no word a formatação fica louca quando copio pra cá. Por isto também não estou visitando ninguém - a caixinha de comentários não abre e é difícil não ter um ataque de fúria quando um blog demora minutos pra abrir. Orkut? Phew. Só com reza brava. Saravá.
Hoje fiquei uma hora e meia (sim, contei no relógio) pra mandar 3 e-mails pro Marcelo.
Pra baixar um episódio de LOST eu demoro umas 20h. Sem brincadeira. Considerando o cai-trava-desliga-liga.
Calma, calma, juro que eu volto. Desta vez não é falta de ânimo pra escrever - é que perder o texto toda hora tira o tesão de qualquer um.

De novidade só tenho a parada GLBT que eu fui no domingo. É O MÁXIMO.

Beijo



Escrito por Kris às 18h11
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Não paguei a conta do telefone e fiquei sem internet. Saco. Peraí que logo eu atualizo isto aqui. Historinhas e fotinhos na Bahia, historinhas e (talvez uma) fotinho no Rio. Sim, eu estou com medo da dengue, mas estou com mais medo ainda de ser assaltada, então não tirei nenhuma foto aqui. Que bobona, I know.



Escrito por Kris às 19h53
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Ontem à noite eu e o Marcelo fomos até a Bráz da Sergipe. A idéia era, obviamente, comer pizza. Estava cheia, ficamos no balcão tomando uns chopes e o garçom ofereceu uma entrada - burrata. Delícia, recomendo. Só que já é uma refeição pra 2 pessoas. Enorme. Quando a gente sentou, já sem fome, só pedimos um pão de lingüiça, mais uns chopes, batemos papo e fomos embora.
Pedimos o carro no valet e ficamos esperando um pouco. O carro chegou, o manobrista desceu e eu dei a volta no carro pra entrar - o outro manobrista abriu a porta pra mim. Quando eu entro no carro e olho, tem um homem no banco do motorista. Que não era meu marido. Nem o manobrista.
O Marcelo: "Ô! Esse carro é meu!"
O cara desceu do carro, bebum de tudo - estava até com o nariz vermelho - e perguntou (rindo) pro Marcelo: "Eeehh... Vocccê acccha que eu devvo ir dirigggindo ou atrásss?"
Hahahahahaha. Os manobristas, os amigos dele (que se dirigiram ao carro certo), o pessoal que estava na calçada, nós dois - todo mundo caiu na risada. A gente veio rindo até em casa, tive que correr pro banheiro. Depois ficamos imaginando se o cara tivesse saído com o carro, comigo dentro, o Marcelo correndo atrás...

Escrito por Kris às 22h35
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oba!

Promoção da Varig. 48 reais o trecho. Vou pra Salvador e pro Rio no mês que vem. Os 4 bilhetes mais as taxas de embarque saíram por menos de 270 reais. Yeeeeah, beibe. Sampa-Marília-Sampa, de ônibus, custa mais de 120.
Hoho.



Escrito por Kris às 18h27
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O babado já prometia ser tudo de bom por definição - coquetel, gravação, mais uma oportunidade de encontrar o Amorim e a Claudia, a Cris estava vindo do Rio e eu ia conhecer o Diogo Mainardi pessoalmente. Como nem tudo é perfeito, faltou o Marcelo (que está na Bahia), aquela que me agüenta há mais tempo nessa vida e o marido da Clau (que também foi deportado recentemente pro NE, rs).
Como eu sou a única pessoa que nunca pega trânsito em São Paulo e sempre chega cedo demais nos compromissos, demorei 20 minutos de casa (quase no centro da cidade) até Alto de Pinheiros (que é longe) às 6 e vinte da tarde. Ou seja, cheguei antes do coquetel começar. Sorte que já tinha umas 10-15 pessoas. O bar já estava aberto. Infelizmente (ho!) ainda não tinha nada não alcoólico e eu tive que tomar prosecco.
Como eu sei que eu chego cedo aos lugares, levei um livro e fiquei lá lendo, bebendo e esperando. Aí chegou a tia da Angélica e começou a puxar papo - uma fofa. Simpaticíssima, super orgulhosa da sobrinha, figura - no início da gravação ela já interrompeu os apresentadores e anunciou que era a tia da Angélica, hahaha. Anyhoo. Logo a Claudia chegou, depois a Cris, e as 2 horas do coquetel passaram voando.
A gravação começou pouco depois das 9 e terminou umas 10 e meia. Voltamos para o coquetel e continuamos tagarelando sem parar. Logo apareceu o Diogo (gente, ele é lindo. Desculpa, Marcelo!), muito tímido, com cara de cansado (gravou 3 programas no mesmo dia), fez uma socialzinha e foi embora. Depois apareceram os outros.
Já no finalzinho o Amorim falou que estava indo encontrar com uns amigos no The Fifties (que faz só meu hamburger favorito) e nos convidou. Uepa, lá fomos nós pro Itaim. Depois de 2 coquetéis, a pança cheia de prosecco e canapés, eu ainda tinha espaço pra um chope e um cheeseburger maiô.
Foi muito, mas muito legal. Pra mim a gravação acabou sendo não exatamente um detalhe, mas perdeu o posto de evento principal, digamos assim. Eu não esperava que o coquetel fosse ser tão gostoso (me senti de volta ao colegial com a Claudia e o Amorim. Seriously) e que eu ainda terminaria a noite no Fifties do lado de um monte de gente bacana. Difícil de explicar.


eu e a Creees


eu, a Fernanda (namorada dele - match made in heaven), o Amorim e a Claudia (que está no 8o mês de gravidez, dá pra acreditar?)



Escrito por Kris às 15h18
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15 anos do Manhattan Connection

Woohoo! Nesta quarta fui à gravação do especial de 15 anos do programa. Foi o máximo.



Escrito por Kris às 14h05
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Eu amo ler e adoro escrever. Leio muito, leio o dia inteiro, fico estrábica facilmente por conta disto, acabo forçando muito a visão (desculpa, eu consigo falar "a vista", mas escrever não dá). De vez em quando eu escrevo. Adoro escrever sem compromisso, escrever o que me dá na telha, falar das minhas cachorras, do Marcelo, dos meus amigos, das minhas orelhadas. Gosto de cuspir de raiva de vez em quando também. Muitas vezes a preguiça me vence e, apesar das idéias, não escrevo nada. I know.
Não tenho muita idéia de quantos leitores tenho no blog, não presto atenção nas pageviews e ainda não consegui colocar o google analytics (alguém me ajuda?). Me surpreendo quando conto alguma coisa pra algum amigo e a pessoa responde "ah, eu sei, eu li no blog". Como asseeem? Não é tão comum, mas acontece.
Ontem uma pessoa querida, que só conheço através da internet, me chamou no msn. Pra me dizer que há um tempinho estava com um problema, angustiada, se sentindo muito mal. Leu um texto meu e sentiu alívio. Se sentiu leve, compreendida. Reconfortada. Não me lembro das palavras exatas (naturalmente não gravei a conversa). Me senti feliz por ter ajudado mesmo sem querer. Ela chegou a me agradecer - agradecida fiquei eu. E emocionada (yeah, choro mesmo, manteiga derretida, just shoot me). Pessoa, eu gosto muito de você. Um beijo. Fique bem.



Escrito por Kris às 22h19
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A filhinha da minha prima mais próxima nasceu ontem (welcome, sweetie!) e hoje à tarde fui visitá-las na maternidade. Quando eu cheguei ela estava amamentando - tivemos o bom senso de esperar do lado de fora - e depois a enfermeira trouxe uma banheirinha pra dar banho na pequena e ensinar minha prima a dar banho. Como privacidade é bom e eu gosto, desci com minha mãe até a lanchonete pra tomar um café.
Meu, eu ainda me surpreendo com algumas coisas em São Paulo. E o que é melhor: eu me surpreendo, esqueço das coisas e depois de um tempo me surpreendo novamente (quem me conhece sabe que eu sou assim - o Marcelo até se irrita às vezes: "Mas você já sabia disso!"). For the record, assim como a recém-chegada, quatro dos meus 5 sobrinhos nasceram no São Luiz do Itaim. O mais novo da turma já tem 8 anos. Ou 7. Esqueci agora.
Voltando ao assunto. Desci pra tomar um cafezinho e comer um pão de queijo. Resolvi dar uma olhadinha no cardápio e - tcharam - me diverti. Cerveja Bohemia e Skol, Red e Black Label, vodka Absolut e champagne Moët & Chandon (preços bem baixos pra padrão Sampa e maternidade 1a linha). Já achei uma comédia. Tipo, só faltou picanha na chapa e frango a passarinho. Tudo bem que eu gosto de beber, mas encher de cachaça uma família que está animadíssima, comemorando a chegada de um bebê, não me pareceu uma boa idéia. Bom.
Conversando com a minha irmã agora há pouco, ela me fez lembrar da época que os meninos dela nasceram lá - tinha happy hour na lanchonete da maternidade, cara. Com petiscos e tudo. Lembrei do banner que tinha lá quando o Tuta nasceu - tinha até uns descontos no horário (era moda em São Paulo, lembram? Pague uma e tome duas das 6 às 8?). Mesas cheias, a galera enchendo a cara e a mulherada com os bebês nos quartos. Ha.



Escrito por Kris às 19h19
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mais um programa da séria série

Pet Shops.

(desculpem pelo texto tãããão longo...)

Pra quem não sabe, a Tica foi adotada há quase 3 anos (ela já tinha entre 3 ou 4 anos), depois de ter sido abandonada (abriram a porta do carro, largaram ela e mais 2 cachorrinhas e deram no pé) em estado deplorável, machucada, suja, pêlo embolado, cheia de fungos. Ela, outra lhasa (que parecia ser irmã dela) e uma yorkshire, todas do mesmo jeito. Long story short, ficou comigo. Todos os vets, protetores e cachorreiros que a conheceram não têm dúvida de que ela já foi muito judiada. É MUITO medrosa (e olha que já melhorou bem), arredia, tem pavor de ficar no colo, detesta crianças, não simpatiza com homens de maneira geral e é agressiva com empregadas e/ou faxineiras. Ela tem pouco mais de 4Kg, é a branquinha daí de cima.
Apesar de eu detestar banhos em pet shops, acabo levando porque gosto que ela fique "depilada" (como diz minha sobrinha mais sem noção - Giovanna). Levo tipo uma vez por mês, pra tosar e tal (as outras tomam banho em casa mesmo).
Bom.
Nessa confusão de Marília - São Paulo - Marília - São Paulo, ela ficou sem o banho e tosa. Então marquei aqui em Sampa, hoje, em um dos dois pets que a gente costuma levar. Levei neste porque no outro não dá pra ver o cachorro tomar banho - este tem um vidro pra quem quiser acompanhar. A dona e a gerente conhecem muito bem a mim e às cachorras, já que o pet é vizinho dos meus pais, estão lá há mais de dez anos. Nos jardaaaans.
Cheguei com ela e já avisei a recepcionista que eu ia esperar, que ela só precisava levar a baixinha quando a pessoa fosse tosar. Ela não entendeu - acho - e já levou direto. Botaram a cachorra na gaiola lá atrás. Então tá. Pedi pra falar com a pessoa que ia tosar e dar banho, pra explicar o jeito que eu queria:
- Olha, é só pra deixar o pêlo mais curtinho. Lâmina 4 no corpo; a cabeça e o rabo só na tesoura, do jeito que está.
- A lâmina 4 não vai nem fazer diferença, melhor a 7.
- Beleza, pode ser.
- Cabelo chanel e deixa o rabo comprido?
- Sim.
Antes de eu terminar meu briefing, o poodle de uma das mesas (que largaram sozinho, caralho) - que deve ter uns 6Kg, no máximo - se atirou no chão. Meu, essas mesas são altas, tipo 1,20m. Quem tem cachorro sabe - tanto da altura como do desespero que cachorro tem daquele secador. Eu já gelei e todo mundo percebeu pelo pulo que eu dei.
Continuei mesmo assim: - Então. Sem franja, sem perfume, sem lacinho, no máximo o talco.
- Ok.
Reforcei: - E eu não quero que ela fique na mesa sozinha. Ela é medrosa, se desespera. Pode pular.
- Não, imagina, não vai ficar sozinha não...
Long story short - again. (Juro que o babado foi maior.)
Estou lá, olhando a menina secar a Tica na maldita da mesa. Olhei pro lado pra ver um cachorro que tinha chegado, olho de novo e... Cadê a cachorra? A menina, se achando meio engraçada e me fazendo um gesto superman-like:
- Voou!
Cara... O sangue me subiu nos olhos. Sim, nos meus olhões. Abri a bosta da porta com a plaquinha "exclusivo para funcionários", ela já estava pegando a Tica do chão. Eu, grossa mas sem descer do salto:
- Me dá ela!
A menina, meio sem entender, ficou sem saber o que fazer.
Eu, entredentes, subindo o volume: - Me dá ela aqui!
Ela me deu a cachorra.
- Me dá a coleira dela.
Ela deu. Eu até agradeci: - Obrigada. E ela, meio assustada: - Obrigada...
Fechei a porta com um coice (tipo, chute pra trás, sabe?), o que fez um barulhão porque a bagaça é de alumínio. Coloquei a coleira na pequena, catei minha bolsa, vociferei pra recepcionista: - Abre a porta, por favor? E saí. Já estava pago. A bagatela de 45 reais pelo banho e tosa mais os Revolutions que eu comprei - total de 149 real. Let's not talk about it now.
Subi a rua até o ponto de táxi chorando de ódio. Chiquiti não se machucou, só estava meio molhada e com a tosa errada (detalhe).
Posso ser enjoada, say what you want, mas eu avisei antes. Não assustei por achar que ela tinha se machucado - nem passou pela minha cabeça, até pelo "voou!" ordinário da fulana. A bronca é pela falta de atenção. Negligência. Como eu não sou barraqueira, fui embora antes de mandar todo mundo à puta que pariu - porque eu destesto barraco, vulgaridade, escândalo. De-tes-to. Semana que vem eu passo lá ou ligo pra dona e conto os detalhes (por incrível que pareça, omiti parte deles).

For the record: odeio, from the bottom of my heart, quem trata animais de estimação como mercadoria, não compro cachorro (a Lica foi, sim, comprada, mas eu ainda não tinha consciência do assunto), acho o cúmulo quem cruza seus pets por achar que os filhotes são bonitinhos, rentáveis ou, pior até - "ahn, porque bicho cruza mesmo...". Sim, elas três são castradas. Nos rendemos a pet shops porque precisamos de ração (premium), Revolution e vacinas (TODAS, não só as básicas). Existem criadores sérios, kennels, eu sei. Mas a bicharada já devia sair castrada de lá. Quer cachorro com pedigree (whatever the hell it means)? Ótimo. 10 pau, castrado. Sem castrar? 30 pau. E olha que eu nem sou a Aracy de Almeida.



Escrito por Kris às 20h26
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Prometi e está aí... Nós 3!
O Marcelo, handsome as usual, o Amorim (fechando o olho com medo do flash) e eu, terminando de mastigar e com o cabelo molhado mesmo - a gente tinha acabado de chegar, tava chovendo moito.

(meu, tô assustada na foto... hehehe)



Escrito por Kris às 16h56
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Eu não tenho mais energia pra isto... Enfim. Meu pai foi internado de novo nesta segunda, depois de mais um piripaque-porque-eu-estou-cagando-pros-meus-problemas-cardíacos. Alguém aí lembra de quando ele infartou em 2006? Que eu só descobri dias depois, porque sou incapaz de receber notícias do tipo, já que sou a mais nova e, aparentemente, meio retarda? Que ele, infartado, ainda decidiu sair pra trabalhar, bateu o carro, voltou pra casa, caiu (e se arrebentou) na garagem e foi pro pronto socorro sozinho, de metrô, sem avisar ninguém, porque precisava passar no correio antes? Pois é. Já desta vez, em 2006, avisaram que o marcapasso dele (que ele colocou em 92) estava quase sem bateria e o gerador precisava ser trocado - o que era esperado já que a validade é de 10-12 anos (ou seja, já tinha passado da hora de trocar). Ele, claro, sempre afirmou que percebia (aham) que o marcapasso nem funcionava porque o coração dele não tinha problema nenhum, que a bradicardia era conversa (não sei de quem). Anyway. Terça de manhã, depois de uma redução assustadora nos batimentos (por sorte ele não chegou a ficar inconsciente, mandaram ele tossir e tal), finalmente trocaram o gerador.
A falta de energia não foi só minha. Eu não corri pro hospital, nem minha irmã, nem meu irmão. Aliás, só ficamos sabendo na própria 2a porque minha mãe foi deixar meu sobrinho na casa da minha irmã e comentou com a empregada que meu pai estava se sentindo mal e eles iam pro hospital. A empregada ligou pra Karla, que me ligou e perguntou se eu sabia de alguma coisa (yeah, right - justo eu, a incapaz). Liguei no PS do HCor e me falaram que meu pai estava lá. Aguardando atendimento e tals. Com meus pais as coisas são sempre parciais, escondidas, tem sempre uma mentira no meio, as informações são sempre contraditórias, convenientes sei lá pra quem, somewhat patronizing. Bom. Sim, do jeito que eu estou contando parece que somos frios, desnaturados, rancorosos e vingativos. Mas não. O que a gente não tem mais é energia pra saber das coisas só depois, largar trabalho, largar filhos, sair voando de outra cidade, se descabelar, chorar na sala de espera da UTI sem poder entrar e sem notícias. Eu sou a última pessoa que vai dizer "E aí? Fez os exames? Tá se cuidando? Precisa trocar o gerador, você não vai trocar? E o colesterol? E a glicemia? Foi ao médico? O quê ele disse? E os stents, tudo bem?". Porque eu acho que cada um tem que saber da própria vida, entende? Tenho ódio mortal de quem pega no meu pé. Meus irmãos, idem - aliás, herdamos isto de quem mesmo? 
Então é isso. Continuei minding my own business, saí pra jantar na terça e ontem com o Camanda (depois eu conto), a Karla foi com os meninos ao clube como de costume, meu irmão foi fazer sei lá o quê que ele faz. Na quarta à tarde o Iá saiu da UTI e foi pro quarto. Hoje já foi pra casa.
Como diz a Anna: fim.



Escrito por Kris às 16h25
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Eu esperava voltar pra São Paulo só no final de semana que vem, mas na quinta o Marcelo falou que ia pra Marília no sábado porque tinha umas coisas pra fazer aqui em SP hoje. Woohoo, maravilha - ontem foi aniversário de um daqueles meus amigos maaaais queridos - o Amorim, que não passava o aniversário em Sampa há uns bons anos, já que ele mora fora - e ele ia fazer uma festinha na casa da irmã dele. Saímos de Marília super tarde porque ficamos adiantando as coisas pra mudança (que ainda não tem data certa) e tal. Chegamos aqui depois das seis, exaustos por causa da chuva na estrada. A cachorrada latindo, o carro lotado de coisas que a gente prefere que não vá no caminhão, de roupas de frio e casacos que a gente não vai usar na Bahia mesmo, de comida que ia estragar etc. Demoramos um bom tempo pra arrumar tudo (ou quase tudo) e fomos pra festinha. Uma delícia, ele contratou um pessoal que faz pizza - eles levam tudo, incluindo o forno e os garçons - e preparam as pizzas na hora. Você pode até pedir o sabor que você quer e eles fazem. Sucesso garantido - todo mundo que eu conheço adora pizza, ainda mais saindo do forno. Pena que chegamos tarde, nem falei com as minhas amigas direito e esqueci de tirar fotos com elas (eu decidi que eu preciso tirar fotos com meus amigos, não tenho foto atual de quase ninguém, saco). Anyhoo.
No finalzinho, o garçom veio com uma pizza de banana com canela. E eu: Não, obrigada.
Passou um tempinho, ele voltou com uma de chocolate com morango e já estava tirando um pedaço da bandeja pra colocar no meu prato. Eu, again: Não, obrigada.
Ele: NÃO???
Eu: ...
Ele, olhando pro Marcelo: Mas eu nunca vi mulher recusar esta pizza! É de chocolate! Tem morango! É doce!
Eu: Então, é que eu não gosto muito de doce, de chocolate... (É verdade, não gosto mesmo. De doce, só gosto mesmo de sorvete, nham! Aí, sim, de chocolate)
O Marcelo: Ela é esquisita. Gosta de umas coisas estranhas que mulher não gosta... É. Ela gosta é de cerveja.

Ha.

Ainda bem que com ele eu lembrei de tirar foto! Mesmo suando em bicas e com o cabelo estilo bad hair day (eu tinha acabado de tomar chuva), adorei a foto. Tem outra, de nós 3, que está na máquina dele. Se ele me mandar eu coloco aqui também.



Escrito por Kris às 19h11
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Que idéia bacana.

Protesto do jornal El Tiempo contra as guerrilhas FARC. Achei aqui no Inagaki.



Escrito por Kris às 16h10
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Dog friendly. Dogproof. But not foolproof.

Minhas casas não têm escadas. Têm sofás de couro sintético, piso frio e piso de madeira. Não têm cortinas (detesto, não me pergunte o porquê), no máximo persianas. Alguns (poucos) tapetes, colchas e edredons de malha, mantas de algodão, almofadas de sarja com capa, protetores de colchão - todos machine washable (não sei se a expressão "laváveis na máquina" existe). Até as capas das cadeiras da sala do apartamento de Sampa, de sarja, são presas com velcro, pra ser fácil de lavar. Lá as janelas são de 3 folhas, venezianas e tal. (Ok, não temos redes de proteção. Ainda. Porque pelo menos na sacada a gente poderia colocar. Enfim.)
Quando a gente sai de casa, fechamos os cômodos mais perigosos, fechamos as janelas, isolamos o lixo, trancamos as portas, tiramos o cabo do notebook e tal.
MAS existe uma criatura que se chama Lica - não se influenciem pela expressão dengosa que quase a transformou na Gisele Bündchen dos dachshunds. Sim, ela acredita que é gente. E a culpa é minha.
Hoje de manhã, depois da HACCP, fui pro supermercado. Fiz minhas compras e voltei pra casa. Abro a porta e a self-whistleblower (hehe, inventei mesmo) não vem me fazer festa e fica tremendo de medo no sofá porque sabe que aprontou. As outras, cúmplices, aparentemente estão se lixando. Como sempre. Aí eu pergunto:
- O que é que você fez?
Gabi já abaixa as orelhas e dá no pé. A Tica, autista por opção, continua not giving a goddamn shit.
Chego na cozinha e encontro, no chão, a tampa da caixa da pizza que eu pedi ontem e a faca (putaquepariu) que eu usei pra cortar o singelo pedaço-e-meio que eu comi. Sim, elas comeram os outros seis pedaços e meio mais o fundo da caixa.
Ah, sim. A pizza estava em cima do fogão, encostada na parede do fundo. É, a Lica é uma dachs, teckel, salsicha ou cofap de - hã - menos de 25cm de altura. Menos de 8Kg. Pois é. Hally ho. Ela vira o homem-mola na minha ausência. E pegou (bom, não sei qual é o verbo mais aplicável à situação... Roubou? Catou?) a pizza.
As outras, bobonas, devem ter pensado "Ah, que bom! Mamãe deixou um lanchinho!". Bom, eu cheirei a cara das outras - é, cheirei - e senti o gorgonzola e o manjericão (era metade gorgonzola e metade margherita), então a bronca foi coletiva. Mas o barrigão e a alcalose pós prandial de 5 horas foi só da Leelee. Hum. Até fiquei meio preocupada, porque ela ficou muito largada e bebeu muita água, pra compensar a overdose de sal - mas agora já está o mesmo demônio de sempre.

Sim, I'm the fool one.
By the way... Falei dos Impossíveis, né? Então. É homem fluido. Não fluído. Tá, sou chatinha. Just shoot me.
Nossa, estou inspirada no Inglês hoje...



Escrito por Kris às 20h47
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da série bizarrices nas minhas viagens

Meu... Tinha esquecido de contar essa aqui.

Eu fui pra Sâo Paulo antes do Natal planejando passar duas semanas e acabei ficando 5. Como a casa aqui em Marília ia ficar sozinha tanto tempo, depois de umas 3 semanas eu dei uma corrida até aqui e voltei pra São Paulo no dia seguinte. Saí daqui de manhã, não tinha ninguém sentado do meu lado no ônibus, beleza. Chegando em Bauru, entrou um pessoal esquisitíssimo... Uns caras agitados, falando alto, com umas roupas meio sujas... Não é preconceito, eles eram estranhos mesmo. E é claro que um tinha de sentar do meu lado. Era magrinho mas ficava me dando umas cotoveladas porque não conseguia parar quieto. Ainda por cima cheirava mal, ew. Levantava, mexia na mochila, sentava, virava pra cá, virava pra lá, levantava de novo. Aumentei o iPod, coloquei os óculos e pensei "Tô fodida". Mas para quem já viajou em ônibus com o pneu pegando fogo, pra quem já teve os pés encharcados com a água da privada na única vez que inventou de viajar de sandália, pra quem já teve o carro alugado atingido por um pedaço voador de madeira... Not that big of a deal. Desencanei.
Eis que o dito cujo tira um papel do bolso e começa a ler. Como ele era folgado e estava apoiado no braço do meio, cresci o olho pra cima do papel (Anna, no inside jokes! Ha!). Com minha miopia de 6 graus, só consegui ler as duas primeiras linhas, que estavam em maiúsculas: termo de advertência - prisão albergue domiciliar.
Gelei. Fiquei com um medo do caralho. Claro que eu não sabia o que queria dizer, mas pensei "Meu Deus do céu, esse cara tá fugindo. E agora? Ele já viu meu iPod". No ônibus sempre viajam policiais, mas e chegando na Barra Funda? Não sabia se eu ligava pra alguém ir me esperar na rodoviária ou se eu começava a chorar. Fui até Pardinho com o ** na mão. Paramos no posto, descemos do ônibus, corri pro banheiro e liguei pro Marcelo. Claro que ele não entendeu nada porque além de eu falar mais rápido ainda nestas situações, o celular não pega direito lá dentro. Liguei de novo e contei. Ele: "Não sei o que é também, mas não deve ser nada... Fala com algum policial". Eu, não! E se o cara visse? Ele ia perceber que eu estava com medo dele. Saco. Comprei um sanduíche pra mim e um pacote de biscoito de polvilho. Sei lá, qualquer coisa eu subornava o cara com o biscoito! Tá. Só eu pra pensar uma coisa dessas. Enfim.
Voltei pro ônibus e ele sentou antes de eu ligar o iPod de novo. Merda. Puxou assunto.
- Então... Tá indo pra capital, é?
- Tô.
(Fiquei na dúvida se eu continuava a conversa. Bom, melhor não ser antipática.) - E você?
- Eu tava preso.
- Aaaah...
Ahahaha! Só comigo mesmo. Aí eu relaxei de vez, ele só queria conversar. Ele saiu da prisão direto pra rodoviária, por isto estava tão agitado. Perguntei o que ele tinha feito e tal (ele respondeu 157, fingi que sabia o que era e depois descobri que é roubo), ele ficou contando da vida dele, falou um monte de coisa que eu não entendi também (o vocabulário é muito diferente, pô).
Mais uma pra minha coleção.



Escrito por Kris às 17h12
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