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O Demônio do Meio-Dia

"Leva tempo para um edifício com estrutura de ferro enferrujado desmoronar, mas a ferrugem está incessantemente transformando o sólido em pó, afinando-o, eviscerando-o. O colapso, por mais abrupto que possa parecer, é a conseqüência cumulativa da decadência. Contudo, é altamente dramático e visivelmente diferente. O tempo que separa a primeira chuva do ponto em que a ferrugem devora uma viga de ferro é longo. Às vezes, o enferrujamento ocorre em pontos tão fundamentais que o colapso parece total, mas freqüentemente é parcial; esta seção entra em colapso, derruba aquela seção, modifica o equilíbrio de modo dramático.

Não é agradável experimentar a decadência. Ver-se exposto às devastações de uma chuva quase diária, e saber que estamos nos transformando em algo débil. Perceber que uma parte de nós cada vez maior irá pelos ares com o primeiro vento forte, transformando-nos em alguém cada vez menor. Alguns acumulam mais ferrugem emocional do que os outros. A depressão começa do insípido, enevoa os dias numa cor átona, enfraquece ações ordinárias até que suas formas claras são obscurecidas pelo esforço que exigem, nos deixando cansados, entediados e obcecados com nós mesmos - mas consegue-se superar isso. Não com felicidade talvez, mas pode-se superar. Ninguém jamais conseguiu definir o ponto de colapso que demarca a depressão severa, mas quando se chega lá, não há como confundi-la."



Escrito por Kris às 19h04
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feriado

Na quinta acabamos saindo pra jantar para comemorar o aniversário do meu pai, que foi na quarta. Fomos na Brás. Resisti e só comi a berinjela de forno. Sexta foi legal porque havíamos combinado com um casal de amigos de sair no sábado, mas no final eles acabaram vindo aqui passar o dia com a gente na sexta mesmo. Fazia tempo que a gente não se via, estávamos com saudades. A Lica ficou louca quando viu os dois, subia no colo de um, lambia a cara do outro, pulava sem parar. No sábado fomos almoçar na minha sogra - arroz, feijão, farofa, bife e batata frita, que delícia! Comemos pra caramba. No domingo foi a parada GLBT, ficamos presos em casa porque moramos super perto da Consolação e da Paulista, então já viu. Adorei que não tivemos de sair de casa.

Pena que tudo isso não fez meu final de semana melhor. Ando muito desanimada e chata... Pratiquei tanto que é fácil pra mim colocar um sorriso no rosto, falar umas bobagens e fazer de conta que está tudo bem. Principalmente nos finais de semana, quando ninguém tem de trabalhar, então por algumas horas minha vida é igual à das outras pessoas. Mas tem sempre aquela vozinha no fundo da minha cabeça me lembrando que não, minha vida não é igual à dos outros, ela parou faz 2 anos e as outras pessoas continuam levando a vida delas. Na segunda elas voltam a ser normais e eu permaneço na minha anormalidade. É mais fácil fingir que minha vida é normal no fim de semana. Quando chega o domingo é terrível, pois a cada hora a idéia de fracasso e frustração me domina mais e mais.



Escrito por Kris às 10h10
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outra do Drummond

    José 
     
    E agora, José?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    e agora, José?
    e agora, você?
    você que é sem nome,
    que zomba dos outros,
    você que faz versos,
    que ama, protesta?
    e agora, José?

    Está sem mulher,
    está sem discurso,
    está sem carinho,
    já não pode beber,
    já não pode fumar,
    cuspir já não pode,
    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    o bonde não veio,
    o riso não veio
    não veio a utopia
    e tudo acabou
    e tudo fugiu
    e tudo mofou,
    e agora, José?

    E agora, José?
    Sua doce palavra,
    seu instante de febre,
    sua gula e jejum,
    sua biblioteca,
    sua lavra de ouro,
    seu terno de vidro,
    sua incoerência,
    seu ódio - e agora?

    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;
    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    quer ir para Minas,
    Minas não há mais.
    José, e agora?

    Se você gritasse,
    se você gemesse,
    se você tocasse
    a valsa vienense,
    se você dormisse,
    se você cansasse,
    se você morresse...
    Mas você não morre,
    você é duro, José!

    Sozinho no escuro
    qual bicho-do-mato,
    sem teogonia,
    sem parede nua
    para se encostar,
    sem cavalo preto
    que fuja a galope,
    você marcha, José!
    José, para onde?



Escrito por Kris às 14h32
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Drummond

Adoro Carlos Drummond de Andrade. Sempre gostei. Quando descobri que era Farmacêutico (como eu), achei o máximo. Um dos poemas mais simples dele é Quadrilha. Outro recorte que guardo e não consigo jogar fora. Acho que recortei da revista Capricho, que eu lia há pelo menos 20 anos atrás...

"João amava Tereza que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para o EUA, Tereza para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história."

Obrigada ao meu professor de português do 2º e 3º colegial, William(n?) Cerejo, que além de ser excelente, me fez pegar gosto por poesia de qualidade. Um beijo pra ele, onde quer que esteja.



Escrito por Kris às 14h19
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texto bacana

"...E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval - uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito - e depois não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para o seu lado - sem glória nem humilhação.

"Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito."

Guardo esse texto por mais de quinze anos. Não consigo me desfazer desse pedacinho de papel. Guardei de um jornal do Anglo (cursei Anglo em 89). O texto é de um professor de lá, foi meu professor (se não me engano de matemática). Lembro do rosto dele mas infelizmente não consigo mais lembrar seu nome, nem sei se ainda dá aula lá. Adoro o texto. Fazia bastante sentido quando eu era adolescente (tinha 17 anos na época), e faz sentido até hoje, adoro encontrá-lo de vez em quando no meio das minhas coisas. Pra mim, esse texto também carrega lembranças de uma época muito bacana. Esse ano (89) foi muito marcante pra mim. Mudei muito, conheci meu primeiro amor, conheci pessoas muito legais (com algumas delas ainda mantenho contato), descobri boas amigas em pessoas que já conhecia há anos mas nunca nos havíamos aproximado (infelizmente, uma delas faleceu no fim do ano passado, logo depois que consegui recuperar o contato com ela). Ultimamente, lembranças boas são exceção na minha vida - só lembranças ruins são desenterradas, coisas insignificantes, bobagens, mas que ganham dimensão devido ao momento que estou passando. As lembranças do ano de cursinho e dos anos de faculdade fazem parte das que me fazem sentir bem ao revivê-las. Ainda bem que não foram poucos anos. Ainda bem que muitas das pessoas desse período continuam a fazer parte da minha vida. Thank God não tenho o que reclamar dos meus amigos. Eles é que não devem me agüentar mais.



Escrito por Kris às 13h21
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você quer ser feliz ou ter razão?

Eu quero mais é ser feliz. Não perco meu tempo brigando por coisa inútil. Procuro dar às coisas a importância que elas têm. Principalmente no que diz respeito à minha pequena família - eu, Marcelo, Lica e Gabi. Ele esqueceu de fazer alguma coisa? Paciência, faz depois. Elas comeram o tapete? Ué, levam bronca e eu compro outro. Roubaram o resto do pão de calabresa e comeram? Dane-se. Chega. Minha cabeça já está tão cheia de coisas, algumas até me matam um pouco por dentro. Tenho que me concentrar no que é importante. Tentar fazer meu marido feliz e ser feliz com ele. Fazer da nossa casa um lugar bacana pra gente viver. Fazer com que ele tenha vontade de voltar pra casa todo dia. Encher minhas cachorras de beijos e dormir torta porque elas se esticam na cama. Depois eu penso no resto.



Escrito por Kris às 20h52
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if you could teach the world just one thing

2005 é o Einstein Year. Faz 100 anos que a fórmula E=mc2 foi publicada. Pensando nisso, a revista Spiked fez uma pesquisa com mais de 250 cientistas, inclusive ganhadores do prêmio Nobel. A idéia é genial e a pergunta, simples: se eles pudessem ensinar ao mundo apenas uma coisa sobre ciência, o quê seria e o porquê. Os resultados estão no site da Spiked. Adorei.



Escrito por Kris às 18h52
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pioggia

PQP, a previsão do tempo disse que não ia chover até o final de semana. Tá caindo a maior chuva! For God's sake! Ninguém vai chegar em casa hoje. Espero que o Marcelo tenha saído às 5.

Escrito por Kris às 16h38
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ia comentar ontem

Se é que merece comentário. Nova dieta americana - baseada em Jesus?! Spare me, please. Não dá. Ontem eu vi a chamada na UOL - Nova dieta nos EUA busca inspiração em Jesus - achei que era brincadeira. Entrei e descobri que não é! Tem até livro!

Escrito por Kris às 16h01
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O demônio do meio-dia

"O nascimento e a morte que constituem a depressão ocorrem simultaneamente. Há pouco tempo, voltei a um bosque em que brincara quando criança e vi um carvalho, enobrecido por 100 anos, em cuja sombra eu costumava brincar com meu irmão. Em 20 anos, uma enorme trepadeira grudara-se a essa sólida árvore e quase a sufocara. Era difícil dizer onde a árvore terminava e a trepadeira começava. Esta enrolara-se tão completamente em torno da estrutura dos galhos da árvore que suas folhas à distância pareciam ser as folhas da árvore. Só bem de perto se podia ver como haviam sobrado poucos ramos vivos, e quão poucos e desesperados gravetos brotavam do carvalho, espetando-se como uma fileira de polegares do tronco maciço, suas folhas continuando o processo de fotossíntese ao modo ignorante da biologia mecânica.

Tendo acabado se sair de uma grande depressão na qual dificilmente eu acolhia os problemas de outras pessoas, tive empatia por aquela árvore. Minha depressão crescera sobre mim como aquela trepadeira dominara o carvalho. Fora uma coisa sugadora que se embrulhara à minha volta, feia e mais viva do que eu. Com vida própria, pouco a pouco asfixiara toda a minha vida. No pior estágio de uma grande depressão, eu tinha estados de espírito que não reconhecia como meus; pertenciam à depressão, tão certamente quanto as folhas naqueles altos ramos da árvore pertenciam à trepadeira. Quando tentei pensar claramente sobre isso, senti que minha mente estava emparedada, que não podia se expandir em nenhuma direção. Eu sabia que o sol estava nascendo e se pondo, mas pouco da luz chegava a mim. Sentia-me afundando sobre algo mais forte do que eu. Primeiro, não conseguia usar os tornozelos, depois não conseguia controlar os joelhos e a seguir minha cintura começou a se vergar sob o peso do esforço, e então os ombros viraram para dentro. No final, eu estava compactado e fetal, esvaziado por essa coisa que me esmagava sem me abraçar. Suas gavinhas ameaçavam pulverizar minha mente, minha coragem e meu estômago, quebrar-me os ossos e ressecar meu corpo. Ela continuava a empanturrar-se de mim quando já parecia não ter sobrado nada para alimentá-la."



Escrito por Kris às 15h02
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reencontro

Me formei no colegial em em 88 (whoa). Uma amiga minha está tentando reunir a turma, estão rolando aqueles milhões de e-mails, uma pessoa inclui a outra, alguns respondem coisas ininteligíveis, discutem as datas etc. Tem um ou outro ali que eu gostaria de rever, mas, sinceramente... Mantive alguns amigos daquela época e os encontro de vez em quando. Tem gente que conheço desde 82, geez! Bom, não estou na melhor fase pra festas, ainda mais que a escola não foi lá nenhuma maravilha, como a faculdade foi. Anyway, tenho umas 3 semanas pra me acostumar com a idéia...

Escrito por Kris às 14h24
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Essa noite dormi bem. Como choveu cats and dogs a madrugada toda, o barulhinho ajudou também. Hoje não tive nenhum ataque (?!) de ansiedade. Só fiquei preocupada de manhã, não conseguia falar com o Marcelo, achei que ele não tinha conseguido chegar no trabalho, já que ele passa perto do CEAGESP, que foi alagado com a chuva, portanto a região estava bem comprometida. Ainda bem que amanhã é feriado e que a previsão é que não chova até o final da semana.



Escrito por Kris às 14h16
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Pra quem é louco por séries como eu, the flavor of the month é Huff. É a história de um psiquiatra, Huff (Hank Azaria) na crise dos 40 que loses it após um paciente se matar em seu consultório. É casado com Beth (Paget Brewster), tem um filho adolescente Byrd e ainda por cima sua mãe tb mora com eles, Izzy (Blythe Danner), mega controladora e manipuladora. Seu melhor amigo, Russel (Oliver Platt), é um advogado com valores morais questionáveis além de ter hábitos, digamos, pouco saudáveis. Uma de suas ex-pacientes, Melody, turned out to be a stalker. Os únicos momentos de lucidez que ele encontra acontecem quando vai visitar seu irmão Teddy (Andy Comeau), que é esquizofrênico e vive em uma instituição para doentes mentais. Head over heels with Huff.

Escrito por Kris às 12h24
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Just wanna throw in the towel

Já venho pensando nisso há algum tempo, e de certa forma parece que venho recebendo sinais que confirmam o que venho pensando. Sono stanca morta. Worn out. 2 anos de terapia. O primeiro ano, com o primeiro terapeuta, foi iniciado no auge do colapso que eu tive, e me ajudou pelo menos a sair da pior e a me respeitar mais. O segundo ano, segunda terapeuta, waste of time and money. E não é nada contra ela, MUITO pelo contrário. A cada semana ficava mais difícil ir até lá. A certa altura troquei 2x por semana por uma sessão mais longa 1x por semana. Mesmo assim, não melhorou. Na segunda já começo a me preparar, tento me acostumar com a idéia de ter de pra ir na terapia na quinta. Tortura. Chega na quinta, levantar da cama é mais difícil, escovar os dentes, tomar banho. Na quinta passada, depois de quase 1 ano com ela, pela segunda vez ela me disse que eu não faço terapia, não entro em processo terapêutico, não faço nada pra me ajudar etc. Quer saber? Foda-se. I've had enough. I'm just this close to flush this down the toilet.

Escrito por Kris às 11h12
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crise

Ontem à noite tive uma daquelas. Parecia que eu estava em maio de 2003. Chorei qdo o Marcelo chegou, só porque a Lica latiu (no corredor, às 23 h) e ele brigou com ela. Tive um ataque, não conseguia parar. Depois chorei porque falei uma coisa e ele não entendeu. Depois chorei só porque estava com vontade. Depois chorei quando a gente deitou pra dormir. Eu estava morrendo de sono, mas estava tão aflita que não conseguia dormir, estava irritada, minha cabeça não parava um minuto. Como sempre, eu não conseguia desviar dos pensamentos ruins, uma hora eu percebi que não estava nem respirando direito. Tentei respirar devagar, comecei a fazer carinho na Gabi e finalmente o sono venceu lá pelas 2h. Acordei super ansiosa, detesto ficar assim, lá vou eu tomar meu Frontal, que eu também detesto. Não que me faça mal, mas é que é uma merda ter de tomar remédio simplesmente para conseguir passar o dia. O antidepressivo tomo todos os dias; o Frontal não. Acho muito forte, só tomo se estou me sentindo muito mal. Aí é uma merda, porque sem tomar fico ansiosa e acabo comendo muito. Isn't it wonderful? Damn if you do, damn if you don't.

Escrito por Kris às 10h17
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concurso

O blog Querido Leitor, da Rosana Herrmann, está promovendo um concurso: o Troféu Lingüiça. Como o nome já sugere, o troféu vai pra notícia mais irrelevante da semana. Me diverti lendo.



Escrito por Kris às 18h01
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comic strips

Demorei um puta tempo tentando achar um site de quadrinhos em italiano. Finalmente achei e, no meio do cadastro, simplesmente fechei o site! Aaaarrgggghhhhhhh. Que merda. Nem vou entrar de novo, vou procurar outro. Che cazzo!

Escrito por Kris às 16h23
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wiener dog

04/14/1998: comic strip goes here..laugh hysterically

Escrito por Kris às 15h40
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Wow! Saiu na Folha

CINEMA

"Cidade de Deus" fica entre top 100 da "Time"

O longa brasileiro "Cidade de Deus" (2002), de Fernando Meirelles, faz parte de uma lista dos cem melhores filmes de todos os tempos feita por dois críticos de cinema da revista "Time". Na lista de Richard Schickel e Richard Corliss, que não está organizada em forma de ranking, estão desde "Casablanca" e "Cidadão Kane" até "Procurando Nemo", a trilogia de "O Senhor dos Anéis" e "Star Wars". Segundo os críticos, a intenção é gerar discussão. A relação completa está em www.time.com.


Escrito por Kris às 13h56
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Lica

Minha cachorra não pode ver a cama arrumada que vai lá e faz uma zona nos lençóis, colcha e travesseiros. Enquanto escrevo ela está tentando cavar um buraco no meio do colchão.

Escrito por Kris às 13h51
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Duda Mendonça

Bem-feito. Li na Veja desta semana que a Sociedade de Prevenção à Crueldade contra Animais do Estado de Indiana (ISPCA), nos Estados Unidos, escreveu para o embaixador americano no Brasil pedindo o cancelamento do visto desse fulano. Não só foi preso em uma rinha de galos (o que deveria ser vexame suficiente), como ainda admitiu que esse é seu hobby (hein?). Deviam é queimar o passaporte dele, isso sim.

Escrito por Kris às 13h48
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Meu prédio soa como um canteiro de obras. Isso mesmo, ele não se parece com um, ele soa como um. Porque eu escuto furadeira e marteladas o dia todo, mas não vejo obra nenhuma. Um saco. Alguém deve estar tentando fazer uma colméia na parede.

Escrito por Kris às 11h03
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depressão

Durante uma crise (da qual ainda não me recuperei), uma amiga me recomendou o livro "O Demônio do Meio-Dia" (Andrew Solomon). Me ajudou pra caramba.

"A depressão é a imperfeição no amor. Para podermos amar, temos que ser criaturas capazes de se desesperar ante as perdas, e a depressão é o mecanismo desse desespero. Quando ela chega, degrada o eu da pessoa e finalmente eclipsa sua capacidade de dar ou receber afeição. É a solidão dentro de nós que se torna manifesta, e destrói não apenas a conexão com os outros, mas também a capacidade de estar apaziguadamente apenas consigo mesmo. Embora não seja nenhum profilático contra a depressão, o amor é o que acolchoa a mente e a protege de si mesma. Medicamentos e psicoterapia podem renovar essa proteção, tornando mais fácil amar e ser amado, e é por isso que funcionam. Quando estão bem, alguns amam a si mesmos, alguns amam outros, alguns amam o trabalho e alguns amam Deus: qualquer uma dessas paixões pode fornecer o sentido vital de propósito que é o oposto da depressão. O amor nos abandona de tempos em tempos, e nós abandonamos o amor. Na depressão, a falta de significado de cada empreendimento e de cada emoção, a falta de significado da própria vida se tornam evidentes. O único sentimento que resta nesse estado despido de amor é a insignificância."



Escrito por Kris às 10h45
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dog world

and the humans who live there - Alfred Gingold

No momento estou lendo esse livro. Estou adorando. Ultimamente estou até lendo pouco pra demorar mais pra acabar.



Escrito por Kris às 09h48
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insulto à inteligência

Ontem caí na besteira de assistir um pedaço do Fantástico. Acho que já tinha terminado Desperate Housewives e eu estava esperando pra ver alguma coisa na TV a cabo. Anyway. A reportagem era sobre privacidade dos filhos: os pais devem respeitar ou não? Falaram um monte e no final chegaram à brilhante conclusão: "A privacidade deve ser respeitada, mas só parcialmente". Come on! Como é que se respeita parcialmente? Ou respeita ou não respeita! É de uma falta de bom-senso de lascar. Como as pessoas são hipócritas... Não têm capacidade de assumir que fuçam nas coisas dos filhos, então criaram o "respeito parcial". Give me a break.

Escrito por Kris às 09h31
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Hate mondays...

Péssimo dia pra acordar. Ainda mais que não estou trabalhando, meu amor vai embora cedinho... A cama esfria um pouco, e eu morro de peninha, pq ele preferia ficar lá com a gente mais um pouquinho (a gente = eu e as cachorras). No frio é excelente ter cachorro, você praticamente não precisa de cobertor. Sempre é excelente ter cachorro, é que no frio tem essa vantagem adicional.



Escrito por Kris às 09h20
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Pânico na TV

Hoje saiu uma reportagem na Folha de SP sobre o Pânico. Eu gosto muito do humor que eles fazem, tosquices à parte, é inteligente e divertido. Às vezes escracham demais, mas é ótimo ver a cara das pessoas quando eles soltam alguma pérola. A matéria fala basicamente que a audiência deles é mais qualificada do que a dos principais programas do domingo (Faustão e Gugu). Claro, principais em questão de pontos de audiência, não de qualidade. Tem a reportagem no blog do Pânico.



Escrito por Kris às 15h09
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If a dog were your teacher

You would learn stuff like...

When loved ones come home, always run to greet them.

Never pass up the opportunity to go for a joyride.

Allow the experience of fresh air and the wind in your face to be pure ecstasy.

When it's in your best interest - practice obedience.

Let others know when they've invaded your territory.

Take naps and stretch before rising.

Run, romp, and play daily.

Thrive on attention and let people touch you.

Avoid biting, when a simple growl will do.

On warm days, stop to lie on your back on the grass.

On hot days, drink lots of water and lay under a shady tree.

When you're happy, dance around and wag your entire body.

No matter how often you're scolded, don't buy into the guilt thing and pout...run right back and make friends.

Delight in the simple joy of a long walk.

Eat with gusto and enthusiasm. Stop when you have had enough.

Be loyal.

Never pretend to be something you're not.

If what you want lies buried, dig until you find it.

When someone is having a bad day, be silent, sit close by and nuzzle them gently.



Escrito por Kris às 11h17
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finally, o frio

Já não era sem tempo! Finalmente um dia fresco! Tudo bem que o tempo tá uma merda, mega nublado, choveu pra caramba (minhas lentes de contato agradecem). O primeiro dia do ano em que eu não vou passar calor. Oops, exagerei um pouco.

Dia excelente para feijoada! Já encomendei uma no Bolinha e vão entregar na casa dos meus pais, assim a gente aproveita e "devolve" a cachorra deles.



Escrito por Kris às 10h24
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adoro Garfield e Odie...

Quem tem um pet sabe do que estou falando...



Escrito por Kris às 13h49
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irritating!

Tem coisa mais annoying do que assistência técnica? Minha máquina de lavar quebrou no sábado passado. Óbvio que nenhuma assistência técnica estava funcionando. Bummer. Esperei até segunda e consegui agendar uma visita pra sexta (grrrr). Pois não é que o jerk do técnico me deixou aqui plantada a tarde toda e simplesmente não apareceu? Tenho de levar tudo na lavanderia. Como é caro! Fora que a lavanderia aqui perto não retira nem entrega, então é uma maravilha ter de levar uma sacola enorme e cheia de roupa suja pela rua. Claro que isso me deixou com mais ódio ainda do técnico. Asshole...

Escrito por Kris às 11h17
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companhia da boa notícia

Já faz tempo que tô de saco cheio de só ler notícia ruim no jornal e na Internet. Por isso ultimamente tenho navegado a lot pela Cia. da boa notícia. Vale a pena dar uma olhada. http://www.ciaboanoticia.com.br/



Escrito por Kris às 10h59
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Sabadão... Dia de preguiça. Não dá mais pra viver com esse calor de São Paulo, que outono fajuto, tá 28ºC! Os ventiladores aqui de casa ficam ligados o dia inteiro e às vezes a noite inteira. Ainda mais numa cama com um casal e 2 cachorras, é beeeem quente, a gente dorme grudado.

Ontem saí da minha dieta ortomolecular e comi o maior cheese salada... Fantastic. Soooo good. Como é que tem gente que não come hamburguer? Eu não vivo sem. Só saio da dieta pra comer pizza e hamburguer.



Escrito por Kris às 10h49
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My girls

Essa é uma das minhas fotos preferidas da Gabi e da Lica. Elas adoram tomar sol. Como a gente muda, né? Não tenho mais esse sofá, nem o tapete, nem a mantinha onde elas estão deitadas. E a foto ainda vai fazer 1 ano. Aliás, não fazia nem 1 mês que a Gabi tinha chegado.

E essa coisa mais lindinha é a Tica (no meu sofá novo, almofadas novas, tapete novo...). So cute!



Escrito por Kris às 18h43
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Feijoada Vegetariana

No domingo passado fomos na Feijoada Vegetariana da ONG Vira Lata é 10. Foi muito bacana. Eu não sou vegetariana, mas a comida estava uma delícia. Adorei! E a gente ajudou a ONG. Tava lotado, nem sei quantas pessoas foram, mas era um entra-e-sai enorme. E o buffet que preparou tudo fica na rua da minha casa!



Escrito por Kris às 18h34
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Terapia

É isso aí. Hoje me deu na telha e decidi começar a escrever. Assim não encho o saco dos outros e quem sabe me serve de terapia - porque a atual infelizmente não está funcionando como deveria. Eu e minha terapeuta concordamos com isso, mas fazer o quê?

Hoje passei na minha mãe e trouxe a Tica (cachorra dela) pra passar o final de semana comigo e com meu marido. Já tenho 2 cachorras, Lica e Gabi, então meu apartamento fica uma muvuca só. Mas é uma delícia. Sem dúvida elas me servem de terapia... Fica uma deitada em cada canto e eu no computador.



Escrito por Kris às 18h03
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