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outra do Lucas
Há algumas semanas, meus pais saíram pra almoçar com os meninos da minha irmã. Chegaram ao restaurante de carro, meu pai estacionou. O Victor ficou esperando meu pai pra atravessar a rua e minha mãe pegou o Lucas (5 anos) pela mão e atravessou a rua. Lucas soltou da mão dela ao chegar na calçada e atravessou a rua de volta, correndo, em direção ao meu pai e ao irmão.
Minha mãe foi buscá-lo, deu uma palmada nele e deu a maior bronca: "Você é louco? E se um carro te atropela? Você morre! Onde já se viu? Não pode fazer isso!"
Lucas: Se eu morrer, eu peço (levantando as mãos pro céu): ó Deus, me dá outra vida!!!
Minha mãe: Ele já te deu outra vida, não deixou você ser atropelado!
Passou um tempinho....
Lucas: Ai, minhas costas, ai, ai...
Minha mãe: Que foi?
Lucas: Tá difícil carregar a outra vida, que peso, ai, ai...
E não parou por aí. Depois de mais um tempo, todo mundo sentado, almoçando...
Lucas: Vovó, você vai contar pra minha mãe?
Minha mãe: Lógico que eu vou contar!
Ele perguntou mais algumas vezes se ela ia contar, com a maior cara-de-pau, fazendo um charme só. Quando ele viu que não tinha mais escapatória...
Lucas: Vovó, sabia que minha mãe come muito feijão?
Minha mãe: Ah, é?
Lucas: É. E todo o ferro do feijão que ela come vai pra mão dela. Aí, quando ela bate na gente, dóóóói... então, se você contar pra ela, você fala que você já me bateu?
Escrito por Kris às 12h37
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cachecóis
Hoje mandei os cachecóis que eu fiz para os meus sobrinhos. Eles ligaram pra agradecer, uns fofos. Depois minha mãe ligou pra contar como foi:
Victor: Meu cachecol está cheirando cachorro.
Lucas: Não, está com o cheiro da Kris, é ela que tem cheiro de cachorro.
Minha mãe perguntou se eles queriam passar um perfume nos cachecóis e eles não quiseram. Go figure (again).
Escrito por Kris às 11h40
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outra terapia
Uma coisa que está me ajudando a passar o tempo é que voltei (depois de uns 20 anos) a fazer tricô. Quando eu era criança eu fazia roupinha de boneca, mantinhas, essas coisas. Agora voltei ao tradicional cachecol. O Lucas foi comigo na loja pra comprar a lã e acabei saindo da loja com lã pra mim, pra ele e pro Victor. Há tanto tempo eu não fazia que achei que tinha esquecido, mas até que não... Foi sorte encontrar as Tricoteiras de Sampa, pois encontrei links legais de tricô e crochê. Tudo em inglês, mas muito bom. O saco é que pego receitas em português e não sei fazer direito, pois sei os nomes em inglês (chique, não?).
Enquanto eu tricoto, tem sempre uma cachorra tentando morder a agulha ou mastigar a lã. Go figure.
Escrito por Kris às 16h00
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mudança
Tem gente que detesta. Eu gosto, mesmo nessa fase maluca. Não gosto de surpresa, mas gosto de mudança. E estou perto de uma. Vai ser difícil deixar algumas coisas para trás, mas são só coisas. O importante é aproveitar e se enfiar de vez na novidade. Butterflies in my stomach.
Escrito por Kris às 09h35
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Faz tempo que não passo por aqui. É que estou na neurose pré-perícia. É a 1a vez que vou ter de ir em um posto do INSS, nem sei se meu processo está lá, não sei como funciona nada. É evidente que sonho com isso toda noite (sonho? don't think so), não consigo sair de casa se não for com o Marcelo. Enfim. Amanhã é o dia. Socorro.
Escrito por Kris às 09h31
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Está no Guia dos Curiosos de hoje, como a abobrinha do dia: "O estado do Texas, nos Estados Unidos, é conhecido pela quantidade de execuções que pratica contra condenados. E agora há uma novidade: os acusados de agressão sexual terão que manter nos jardins e muros de suas casas faixas de alerta. O cartaz deve ter escrito "Perigo! Agressor sexual registrado na polícia mora aqui." Os mesmos dizeres devem aparecer em adesivos colados nos carros."
Sem comentários.
Escrito por Kris às 15h15
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oba!
O Marcelo me ofereceu um celular no dia dos namorados. Ueba! Hoje vamos comprar. Ele escolheu uns modelos e pediu pra eu escolher. Escolhi um tão bonitim...
Ainda não decidi o que vou dar pra ele. A gente é assim mesmo, dá presente antes ou depois, sempre esquecemos as datas, fazemos a maior bagunça. Mas a gente é feliz assim. Anyway. Pensei em um jantar, mas ele não vai querer que eu pague se for um restaurante bacana, tipo $$$$ da Vejinha. Sou ruim pra escolher quando sou obrigada a escolher; gosto de comprar uma coisa quando me dá na telha. Hoje vamos ao Shopping Higienópolis, quem sabe tenho alguma idéia?
Escrito por Kris às 14h37
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como é gostoso....
...alguém te oferecer um ombro ou só uma palavra bacana. Rita, vc é um amor. Obrigada. Vou te procurar no Orkut.
Escrito por Kris às 17h10
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HTML
Ai, queria entender um pouco disso! Alguém conhece e pode me indicar um site ou uma pessoa que me ajude? Queria fazer umas modificações no blog, mas não entendo squat about it. Consegui colocar o meu pet virtual adotado no chute, mas queria colocar outras coisinhas...
Escrito por Kris às 17h05
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medo
Por que o medo paralisa a gente? Ou será que só eu me sinto paralisada? Quanto mais medo eu sinto, mais vontade eu tenho de ficar escondida, no meu cantinho, de preferência invisível, sem ninguém me notar. Por outro lado, eu gostaria de conseguir dividir isso com as pessoas, 'cause the more I hide, the more I keep them away. Quanto mais eu finjo que está tudo bem, mais estou me escondendo, keeping secrets... É meio ridículo isso. Não me ajudo (não consigo!), não aceito a situação, não deixo ninguém me ajudar. Às vezes eu tento abrir a boca pra falar alguma coisa sobre o assunto e dói tão forte que não sai nada. Então tento me distrair, parar de pensar. Kinda pathetic.
Escrito por Kris às 12h57
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Nos últimos dias ando tão chata que nem eu estou me agüentando. Com o dia 30 se aproximando, vou ficando cada vez mais aflita e preocupada com a próxima perícia. Penso nisso todo dia, a toda hora, principalmente antes de dormir e na hora que acordo. Que tortura. E o pior é esse abandono da empresa. Como é ruim sentir isso.
Bom, ainda bem que acabaram as aulas do Marcelo, portanto agora ele não tem mil coisas pra fazer à noite e nos finais de semana. Temos mais tempo pra ficar juntos, o que me deixa mais calma. Vou pegar mais uns filminhos hoje, esse tempo chuvoso quase exige...
Escrito por Kris às 11h16
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pioggia
Hoje acordei com uma tempestade. Um trovão atrás do outro, fiquei com medo. A Gabi já estava correndo pra se esconder embaixo da cama quando eu a peguei, coitada. Eu, ela e a Lica ocupamos 1/4 da cama, de frio e de meda dos trovões, o vento sacudindo as janelas... Credo! Sempre acordo com medo, afinal tenho pesadelos com freqüência, mas hoje foi demais. Pelo menos esfriou um pouquinho, vai dar pra dormir pendurada no Marcelo!
Escrito por Kris às 20h39
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Final de semana gostoso... Assistimos vários filmes, ficamos embolados (os quatro) no sofá boa parte do tempo. De tudo que a gente viu, adoramos Diários de Motocicleta e Sideways.
No domingo almoçamos no La Caballeriza, um restaurante Argentino que fica na al. Campinas. Muito bacana, ambiente excelente, a decoração é bem legal. Pena que devolvemos a Tica...
Escrito por Kris às 20h26
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sex and the city
Estou no 2º DVD da 1a temporada - aluguei (coisas de locadoras de bairro...). Carrie acha que o namoro está em crise because it's been three times in a row that they sleep together but don't have sex. She believes it's because she farted in front of her boyfriend the other night. Can you believe that? How shallow is that? (Como estou assistindo filmes e séries acabo querendo só falar inglês.) For crying out loud, cadê a intimidade? Ok, farting is bad unless you're in the bathroom, mas achar que o relacionamento está em crise por isso? He's the perfect guy now? Será que eu é que sou too picky? Ela já tem mais de 30, but grow up! Tô irritada com o episódio. Descarreguei um pouco.
Escrito por Kris às 19h39
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Deeeeus me livre

Minha irmã, o marido, os filhos e a enteada fazendo rafting. Meda!
Escrito por Kris às 16h41
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Se eu fosse o Batman
e tivesse um cinto de utilidades, ele teria pó de pirlimpimpim pra eu e meus amores podermos sumir quando a gente quisesse. O bat-móvel teria as cadeirinhas da Lica e da Gabi (sim, temos cadeira de cachorro no carro, importei, me pegaram na Receita Federal, paguei o olho da cara de imposto). A bat-caverna teria um montão de cachorros, todos os que eu encontrasse abandonados, e um veterinário full time pra cuidar deles. Só não sei pra quem eu mandaria um bat-sinal... Ainda não resolvi. Hummm (interjeição de pensamento).
Escrito por Kris às 16h19
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terapia
Larguei de vez. Ontem conversei com a terapeuta, paguei o que estava devendo e provavelmente não volto mais. Nada contra terapia (pelo contrário), acho ótimo caso realmente ajude. Conheço muita gente cuja terapia é efetiva. A minha, por 2 anos (1 com ela), foi só scratching the surface. Claro que ela acha que eu não deveria parar, mas nós duas estamos de acordo quanto à falta de resultados e o não andamento das sessões. Depois da última sessão, ela achou que eu não ia continuar mais depois das coisas que ela me falou (nada que eu não soubesse). Nada me surpreendia, nada me tocava de forma que me fizesse pensar o suficiente pra conseguir mudar. Só doía. Só dói, actually. Não dava mais, paciência. Era perda de tempo e dinheiro pras duas, já que eu pagava um valor bem abaixo do mercado devido ao convênio com a empresa. Fiquei com um pouco de dó dela (a palavra não é dó, mas não achei outra) porque ela também se sentiu, de certa forma, fracassada. Pra mim foi mais um fracasso pra minha lista, afinal não conseguir se ajudar when you already feel screwed up makes you feel like crap. Enfim...
Escrito por Kris às 15h53
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animais
É incrível o número de e-mails que eu recebo com pedidos de ajuda para animais abandonados (principalmente cachorros). Dá desespero. A gente tenta ajudar, doa ração, doa remédio, compra camiseta, procura um lar novo, mas é frustrante. A ajuda cresce em PA e o abandono e a crueldade em PG. Tem dias que nem abro algumas mensagens pra não ficar com vontade de esganar um (woldn't be such a bad idea). O problema não é só o abandono; é preferível abrir o portão e soltar o bichinho na rua a fazer as coisas que eu vejo por aí. Outro dia li uma carta de uma psicóloga da Doris Day Animal Foundation, relacionando a violência contra os animais e um possível futuro criminoso.
Eu lembro da Gabi no dia que fui adotá-la. Quando a trouxeram, achei que ela era bege e marrom (só descobri que era branca e bege depois do banho). Chegou abanando o rabo pra todo mundo no pet, contente simplesmente por ter sido solta da gaiola. Veio no carro dura que nem uma pedra, o rabo no meio das pernas, morrendo de medo. Entrou aqui em casa devagarinho, um passinho de cada vez, toda encolhida. Fez um tour de reconhecimento e um xixi no tapete. Meia hora depois o Marcelo chegou. Ela já foi fazer festa, não acreditei! Já estava se sentindo em casa. Depois saímos para ir ao pet e ela foi na coleira, direitinho. Dois dias depois já atendia por Gabi. Uma semana depois já fazia sujeira no lugar certo e já dava para soltá-la da guia na Praça Buenos Aires.
O olhar de agradecimento dela é a coisa mais linda do mundo.
Escrito por Kris às 20h57
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campanha

Escrito por Kris às 20h21
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smile maker

Escrito por Kris às 15h13
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e falando em preguiça...
A pia está cheia de louça (claro, o Marcelo também está ficando relapso, pois o combinado é que eu cozinho e ele lava). Não passo aspirador desde sexta (piso claro + 2 cachorras + meu cabelo = bolas de pêlo espalhadas pela casa). O cesto está com roupa suja. As meninas precisam ir ao veterinário. A Gabi está com a V10 e raiva atrasadas. A Lica ainda está com uma falhinha no pêlo por causa da sarna demodécica. A Tica (kidnapped yesterday) perdeu mais um dentinho. Não fui no ortomolecular e não remarquei. Dei o cano na Fátima e não remarquei. Não uso fio dental todo dia. Preciso colocar uma carta no correio e esqueço a carta em casa toda vez que vou ao correio. Estou sem inspiração para o jantar (meaning sem saco para cozinhar).
Bom, agora pelo menos tenho minha to do list.
Escrito por Kris às 13h28
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TPM
Ultimamente estava meio preguiçosa pra escrever. Além de toda a confusão (the clock's ticking), minha TPM durou 2 semanas, minha menstruação atrasou 1 semana, agora estou passando passando mal e com cólica. Socooorro.
Escrito por Kris às 13h04
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Ou será que o problema é só comigo?
Escrito por Kris às 20h31
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Labels
Por que será que eu não consigo me identificar com a maioria dos estereótipos atribuídos às mulheres? Tudo bem, confesso: vou à manicure e pedicure com uma certa freqüência, não saio de casa sem lente de contato e maquiagem, pinto o cabelo (só porque tenho muito cabelo branco), gosto de salto alto, gosto de xampu e cosméticos importados. Às vezes vou em grupo ao banheiro de um bar. Praticamente impossível me levar a um acampamento, uma caminhada no meio do mato, ecoturismo. Só que detesto passear em shopping, bebo mais do que muitos homens, esqueço aniversário de namoro e casamento, nunca percebo quando o Marcelo corta o cabelo, não demoro 2h para me arrumar, não dependo do secador de cabelo, minha mãe não manda na minha vida e eu não vivo na casa dela. Minhas amigas não sabem das intimidades do meu casamento. Não esquento se o Marcelo vai a um happy hour com os amigos de vez em quando nem fico pentelhando pra ele parar de tomar cachaça se ele não vai dirigir depois. Qual é o problema com as mulheres?
Escrito por Kris às 20h13
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Pensar Enlouquece
Estava lendo o último post do Alexandre Inagaki no Pensar Enlouquece. Ele começa dizendo que está cada vez mais convencido de que a ignorância é um requisito básico para a felicidade. Bottom line is... e será que não é? Eu adoraria ignorar uma série de coisas. Queria nunca ter lido o jornal. Minhas cachorras nunca leram o jornal e posso garantir que elas são bem felizes. Às vezes eu queria ter sido ser burra o suficiente para não me tocar do que rolava no trabalho e não ter entrado em depressão por causa disso. Queria ter sido tonta o suficiente para não perceber as tentativas de ser manipulada. Se eu fosse ignorante, não seria tão exigente comigo. Acho que vou assistir o programa do João Kleber pra ver se consigo zerar meu QI.
Escrito por Kris às 18h18
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final de semana
Fomos pra praia com as meninas. Os pais do Marcelo já estavam lá. Foi bem tranqüilo, as duas pularam pra lá e pra cá que nem umas doidas. Quando elas correm na praia é muito engraçado, a gente só vê as orelhas balançando, parece que vão levantar vôo.
Alugamos uns DVDs para assistir. Detestei o primeiro, Alfie, acho que eu esperava outra coisa. E olha que eu gosto de Jude Law desde Talented Mr. Ripley. Vimos também Os Esquecidos (The Forgotten), com a Julianne Moore e Gary Sinise (a-d-o-r-o esse ator). Bem bacana. A little far-fetched, mas surpreendeu. Por último vimos Obsessão (esqueci o nome em inglês), é com a Kyra Sedgwick com direção do Kevin Bacon (que aparece em flashbacks como pai dela). A estória é interessante mas o filme é meio arrastado no começo, e a parte final parece curta demais. I've been too picky lately...
Escrito por Kris às 18h05
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don't stick your nose where it doesn't belong
Tinha pensado nesse assunto no final de semana mas, como o micro estava ocupado, acabei esquecendo. Lendo um dos posts da "Red Boots Girl" ou "Woman in Red Boots" ou, now, "The Blog about Nothing", lembrei. Como é um saco alguém se metendo na sua vida. Screening your life. Minha mãe repara até se tenho um roxo novo no braço (esse exemplo não é hipotético). Isso porque a vejo, no máximo, uma vez por semana (and that is so enough). Ela me liga tentando saber o que a gente fez, com quem, a que horas, onde estava, o que comeu etc. Eu tinha uma bronca desgraçada quando eu morava lá, porque no final ela mexia até no meu lixo e era tão incrivelmente cara-de-pau - essa não é a palavra; sem-noção talvez descreva melhor - que me ligava no trabalho pra perguntar por que eu tinha jogado tal coisa fora (?!). Sério, podia ser meia-calça rasgada, revista velha, fivela quebrada, dentre outros. Cada vez mais eu tenho a certeza de que, no caso dela, era e ainda é uma necessidade absurda de controle. Às vezes ela me liga e quer saber o que eu comi. Quando eu era solteira eu via que ela tinha mexido nas minhas coisas, até nas minhas roupas; se minha bolsa dava sopa, lá estava ela... E o pior é que ela nem conseguia disfarçar quando se tratava de uma invasão mesmo - bom, seu lixo teoricamente não é íntimo, mas e a bolsa e as roupas? Deus me livre... Eu e o Marcelo somos tão sossegados quanto a isso... Ou melhor, a gente é normal, um não mexe nas coisas do outro simplesmente porque é ridículo fazer isso. Quando o celular dele toca e ele não está, eu penso 5 vezes se vou atender ou não. Mexer na carteira? Só seu eu tiver um grande motivo (normalmente pegar dinheiro, hehe) e perguntar primeiro se pode. Será que as pessoas dormem sossegadas depois de mexer nas coisas dos outros?
Escrito por Kris às 19h54
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I already had my share of tears for today
Agora relaxei um pouco. Também, depois de ver 3 cachorras malucas destruindo a arrumação da minha cama, não tem como não rir. Não tem como não se sentir melhor depois de levar umas lambidas delas e umas patadas da Tica, que tem as patas levinhas e peludas, parece um ursinho. Sim, já tomei patadas das outras, aliás levo toda hora, por isso minhas pernas ficam cheias de manchas roxas e meus braços, além de roxos, arranhados. Agora elas estão em uma conferência a três, lots of butt-sniffing, alguns pulinhos, rabos abanando. Tenho que comseguir tirar uma foto boa das 3, porque todas que tirei até agora saíram um lixo - tremidas e tortas. A máquina escorrega, butterfingers...
Escrito por Kris às 18h45
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peixe frito
No prédio onde moro tenho 4 vizinhos. Um deles gosta de fritar peixe com uma freqüência impressionante, já que mora sozinho. Além disso, cada vez que ele começa, ele permanece fritando por mais de 1 hora (pelo menos é o tempo que o cheiro fica na minha casa). Outro dia senti um cheiro forte, de perfume (achei que era incenso) e descobri que o outro vizinho joga Bom Ar no corredor porque também não agüenta. Achei uma piada. Agora me diga uma coisa: o outro nunca ouviu falar em coifa? Depurador de ar? Tudo bem, chegar no corredor e sentir um cheirinho de refoga ou feijão fresquinho é gostoso, mas ficar na sua casa cheirosinha sentindo uma catinga de peixe frito é demais. Não dá.
Escrito por Kris às 18h36
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sonho
Aqui em casa a TV e o computador ficam no escritório. Então assisto TV enquanto o Marcelo estuda. Não deixa de ser um jeito de ficar junto (embora a gente não fique junto). Coloco a TV baixinho e fico me matando pra escutar. Ele coloca o walkman e fica tentando se concentrar. No sábado à noite, lá pelas 23h, ele me pediu pra ir dormir porque o barulho estava atrapalhando. Falou que ultimamente o sonho dele é ter um escritório. O meu é ter a companhia dele.
Escrito por Kris às 16h25
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Friends
Chegou a 8a temporada de Friends. Hoje comecei a ver. Como é bom ter uma coisa de qualidade para poder se distrair. Nessa temporada tem uns episódios que eu não vi ainda. Oba! Something else to cheer me up.
Escrito por Kris às 16h06
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sinais
Meu corpo de novo está me dando uns sinais estranhos. No sábado, do nada, fiquei enjoada e acabei colocando pra fora o jantar. Ontem, a mesma coisa. Isso porque eu e o Marcelo comemos a mesma coisa, e tanto o jantar de sábado como o de domingo fui eu mesma que fiz. No sábado pus a culpa em um bolinho de bacalhau (que ele também comeu). Ontem deitei umas 7 e pouco e levantei hoje às 9 e meia.
Na semana passada estava com dor nas costas e meio "torta", às vezes dava umas travadas. Hoje acordei com um pouco de dor de garganta. A ansiedade vai a mil na hora que deito e quando acordo. Voltei a ter só pesadelos, quase não sonho mais. O "tema" dos sonhos não muda.
Espero que não seja nada. Da outra vez começou mais ou menos assim...
Escrito por Kris às 15h59
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No fim de semana fica dificil escrever, o Marcelo usa bastante o micro. Neste final de semana, considerando 48h de sábado e domingo, acho que ele ficou mais de 30 no micro. Saiu pra ler um texto e depois voltou.
Me sinto muito sozinha assim. As cachorras não vêem rua há mais de mês. Acho que é por isso que também trago a Tica, cheers me up. Ultimamente falo com o Marcelo por e-mail ou mensagens no celular. "Falo" foi ótimo. No máximo envio mensagens, porque ele quase nunca me responde. Falei há mais de 10 dias que estava pensando em parar a terapia e ele me perguntou no sábado se eu tinha parado. A gente não conversa mais, não dá tempo. Teoricamente eu teria a terapeuta pra conversar, mas já deu pra perceber que essa não é uma boa opção. Tudo bem que também estou na TPM, mas ontem eu percebi que realmente estava mal depois que quase chorei 3 vezes em um episódio da 7a temporada de Friends. Eram cenas de episódios anteriores, cada uma eu já tinha assistido pelo menos 2 vezes. Hoje chorei assistindo Laços de Família no "vale a pena ver de novo", isso porque nem acompanho a novela, estava virando os canais enquanto almoçava.
Escrito por Kris às 15h50
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Andrew Solomon escreve bem demais. Parece que ele leu o que está preso na sua cabeça, processou e descreveu da melhor forma. Acho que por isso ler esse livro me faz sentir melhor. Parece um desabafo.
Escrito por Kris às 16h56
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O Demônio do Meio-Dia
"Eu não era forte o suficiente para parar de respirar. Sabia que jamais poderia matar essa trepadeira da depressão. Assim tudo o que eu almejava era que ela me deixasse morrer. Mas ela se apoderara de minha energia. eu precisaria me matar, ela não me mataria. Se meu tronco estava apodrecendo, essa coisa que se alimentava dele estava agora forte demais para deixá-lo cair. Ela tornara-se um apoio alternativo para o que destruíra. No canto mais apertado rachado e atormentado por essa coisa que ninguém parecia ver, eu rezada para um Deus no qual nunca acreditara inteiramente e pedia libertação. Teria ficado feliz com uma morte dolorosa, embora estivesse letárgico demais até paraconceber o suicídio. Cada segundo da vida me feria. Porque essa coisa drenara tudo que fluía em mim, eu não podia sequer chorar. Até minha boca estava ressecada. Eu pensava que quando nos sentíssemos pior, lágrimas jorrassem, mas a pior dor possível é a dor árida da violação total que chega depois de todas as lágrimas já terem se exaurido. A dor que veda cada espaço através do qual outrora você entrava em contato com o mundo, ou o mundo com você. Essa é a presença da depressão severa.
Eu já disse que depressão é tanto nascimento quanto morte. A trepadeira é o que nasceu. A morte é a própria desintegração da pessoa, o quebrar dos galhos que sustentam essa infelicidade. A primeira coisa que vai embora é a felicidade. A pessoa não consegue ter prazer em nada. Isso é notoriamente o sintoma cardeal da grande depressão. Mas logo outras emoções caem no esquecimento junto com a felicidade: a tristeza como você a conhecia, a tristeza que parecia tê-lo conduzido até esse ponto; o senso de humor; a crença no amor e na sua própria capacidade de amar. Sua mente é sugada a tal ponto que você parace um total imbecil, até para si próprio. Seu cabelo sempre foi ralo, parece mais ralo ainda; se você tem uma pele ruim, ela fica pior. Você cheira a azedo até para si. Você perde a capacidade de confiar nas pessoas, de ser tocado, de sofrer. Posteriormente, ausenta-se de si mesmo."
Escrito por Kris às 16h44
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Tica
Bom, meu humor não anda o melhor nos últimos dias, não ando a fim de conversar e de escrever. Hoje, pelo menos, depois de fazer um exame de sangue passei nos meus pais e novamente "seqüestrei" a cachorrinha deles, que veio passar o final de semana comigo. Cachorros me animam, chegar em casa e ver a carinha das minhas é tão gostoso...
Escrito por Kris às 16h33
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terapia
Hoje não fui à terapia. Não agüento mais. Não sei se vou voltar a fazer. Claro, tenho de ir até lá dar uma satisfação e pagar, mas 95% de cnance de eu não voltar mais. Acho que sou eu que estou com defeito e não consigo fazer a coisa progredir. Infelizmente as únicas coisas que aprendi foram com o Luiz, quando eu estava no pior da crise, e só. Nem falei direito com o Marcelo, também não consigo, porque ele está trabalhando pra caramba, além da pós (claro que isso TAMBÉM faz eu me sentir pior).
Escrito por Kris às 15h29
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dogs
Se não fossem minhas cachorras não sei o que seria de mim. Claro, em primeiro lugar, se não fosse meu marido, não sei o que seria de mim. Mas são elas que me fazem companhia, gostam de mim de qualquer jeito - inclusive descabelada, sem tomar banho, sem lentes, sem escovar os dentes, de pijama, de qualquer jeito. Só querem ficar do meu lado, me abanar o rabo todo dia quando acordo ou cada vez que olho pra elas. Dormir em cima de mim no sofá, de um jeito que não consigo me mexer. Querem me seguir até a cozinha ou até o banheiro, só pra ver onde eu vou. Ainda bem que tenho as duas.
Escrito por Kris às 19h36
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