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Todo mundo aqui já sabe que sou extremamente distraída, até já contei da vez que esqueci de colocar a blusa e saí de casa só de sutiã (espero nunca superar esta, you know). Provavelmente é por isso que eu caio muito - pelo menos um tombinho por semana. Na rua, para minha alegria. Eu nem conto mais pro Marcelo porque ele deve pensar que eu faço de palhaçada (sim, os maridos têm idéias bizarras em relação ao comportamento das mulheres. Principalmente o meu, que me chama de louca on a regular basis, hehehe). E tem sempre um desgraçado pra dizer "Também, com esses saltos que você usa!". Primeiro: dificilmente eu caio de salto. A 1a vez que o Marcelo viu eu me estatelar, eu estava de tênis. Segundo: detesto gente da turma do "Tá vendo? Não te falei?". Se você não tem a capacidade de ser solidário e/ou divertido (afinal, você pode rir), then keep it to yourself. Bom, mas esse lero lero todo foi pra dizer que cheguei à conclusão que eu posso dividir meus tombos em 3 categorias:
Os mais ridículos, moron like me: aqueles em que aparentemente eu tropecei no nada, ou quando o chinelo escorrega do meu pé, ou quando escorreguei em algo não escorregadio, ou quando viro o pé de salto. São os mais freqüentes, costumam acontecer na rua ou em casa e normalmente não me machuco. Posso chorar ou não, dependendo do meu humor. O último foi antes de ontem, terça, na rua. Uma das havaianas escorregou do meu pé e eu não cheguei a ir totalmente pro chão, só encostei um joelho e uma das mãos na calçada. A sorte é que aqui em Marília não tenho platéia, já que dificilmente tem gente pelas ruas onde costumo andar. Em Sampa o negócio é mais complicado.
Os que causam algum tipo de estrago, como aquele que levei em dezembro, quando eu estava em casa (em São Paulo) e escorreguei no banheiro. Ou quando caí da cadeira do micro (pra trás!) porque estava tentando matar um pernilongo. Quebrei a unha (o que machucou meu dedo) e fiquei com as costas doendo. Normalmente têm um pouco a ver com minha distração e falta de equilíbrio, mas o que predomina é só meu azar mesmo. Se doeu muito, eu choro; se não, só fico com raiva. Não tenho um nome específico para esta categoria.
Os piores. King Kongs. Aqueles em que, independente de eu me machucar ou não, eu pago um puta mico na frente de um monte de gente. Tipo me arrebentar na porta de um bar lotado, cair no trabalho e fazer um estrondo tão grande que metade do andar veio ver o que aconteceu ou ser lançada longe (e, finalmente, ao chão) no meio de um casamento onde eu conheço pelo menos metade dos convidados. Video cassetada clássica: a galera se junta em um círculo, dá as mãos e fica rodando pra lá e pra cá. De repente soltam da sua mão antes de parar de rodar (porque só você não percebeu que era hora de parar). Sim, são todos exemplos reais. Quando a platéia é desconhecida, até que tudo bem, a vergonha passa logo. Mas quando é conhecida, a vergonha permanece. Por um bom tempo. Eternamente, eu diria.
Escrito por Kris às 14h01
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Meu. Há algumas semanas ouvi um comentário de que iriam reativar a linha ferroviária aqui em Marília. Beleza. Na semana passada vi uma placa "pare-olhe-escute" nova no cruzamento perto do estádio. Na quarta, fui até o mercado e vi o pessoal trabalhando pra tirar o mato que cresceu na linha. Cruzei os trilhos (a pé), fiz as compras e, na volta, dou de cara com um trem passando! Mas o pior não é ser a última a saber que a merda do trem voltou a passar. O problema é que eu moro a 2 quarteirões da linha. E todo dia passa um trem às 6 e meia da manhã. E o filho da puta buzina. E eu, que sou a pessoa com o sono mais pesado que eu conheço, acordo com o coração na boca, entendeu? Caralho.
Escrito por Kris às 12h25
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Marcelo chegou no sábado de manhã. Com presente. Porque sempre que ele viaja, eu peço "traz presente?", hehe. A gente adora café expresso, temos uma máquina em casa há anos. Agora ele comprou uma nova. Nespresso. Coisa de louco. Além do design ser o máximo, a tecnologia é completamente diferente - o pó de café vem em cápsulas que a gente coloca direto dentro da máquina (a nossa é a da esquerda). São 12 blends diferentes (já experimentamos 4). Só ontem acho que ele tomou uns 6, estava até meio agitado, haha. Estamos apaixonados pela nossa maquininha. Só preciso tomar cuidado pra não fazer um buraco no estômago, já que gosto de café forte e curto. Hoje já tomei 2. Nesse ritmo vou chegar na aula de pilates ligada na tomada. Depois eu respondo os comentários, agora vou tomar um café. Já volto. Hoho.
Escrito por Kris às 10h59
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Ééééé o seguinte: ainda estou na TPM, gorda, com o peito doendo, sem paciência pra nada e a fim de mandar à merda o primeiro que aparecer na minha frente. Para a sorte do Marcelo, ele está em São Paulo hoje e não tem de me agüentar. Para meu azar, não tenho ninguém pra me agüentar. Para seu azar, você parou pra ler isto aqui. Porque este foi o post mais imbecil que eu já escrevi. Hehehe.
Escrito por Kris às 17h22
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Quando eu estava no ginásio, lá por 84 ou 85, uma das minhas melhores amigas (até hoje) - a Zi - namorava um cara chamado Alexandre. Eles terminaram, eu e ele tivemos um casinho logo depois e, em seguida, ele começou a namorar outra garota da escola. A Cléa. Eu e a Zi implicávamos com ela. Tipo inimigas, sabe? Ciúme, coisa de adolescente que tem de ter uma rival. Em 88 eu e a Cléa caímos na mesma classe, no 3º colegial. A gente se dava bem e tudo, nem ligávamos pra história do namoradinho - a classe toda era bem bacana e bem unida - mas não éramos amigas. Veio o vestibular, eu não entrei pra nenhuma faculdade que eu quisesse, afinal eu não sabia o que eu queria (eu tinha só 16 anos, estava adiantada 1 ano - minha turma era de 71 e eu, de 72 - um dia conto essa história de "pular" a 1a série do primário e ir direto do pré pra 2a), então decidi fazer cursinho (Anglo - pré vestibular) em 89. A Cléa estava lá também, em outra sala, e ficamos mais amiguinhas. Para minha surpresa - aliás, nossa surpresa - prestamos vestibular pra mesma faculdade e entramos juntas na USP em 90. Aí não teve jeito. Ficamos amigas, Alexandre e Dante à parte, o babado era outro. Amigas de verdade. Uma freqüentava a casa da outra, telefonemas pra lá e pra cá, risadas no ônibus (nenhuma tinha carta), discos emprestados (LPs mesmo, CD começou a aparecer nessa época), festas e mais festas. Ela me emprestou um disco do MPB 4 - ao vivo, do show "Amigo é pra essas coisas", que eu adorava e parei de ouvir por causa dessa coisa de CD, porque ninguém mais ouve LP. Depois de alguns meses saiu o ranking dos alunos e ela tinha entrado em 1º lugar na FCF (Faculdade de Ciências Farmacêuticas), uma surpresa até pra ela. Logo depois ela largou a faculdade. Decidiu prestar Biologia, trabalhar em loja de shopping e tals. A gente conseguiu manter contato por poucos anos, depois acabou - cada um pra um lado, sabe como é. Em 2004 consegui encontrá-la no Orkut e pela própria Zi, que é casada com um médico colega do marido dela. Para meu choque, ela tinha um linfoma, tinha acabado de terminar a quimioterapia antineoplásica. Achei o telefone pela lista e pelo irmão, que foi um amor comigo por e-mail, telefone e Orkut. Liguei pra ela, conversamos como se a gente tivesse se falado ontem. Ela comentou o quanto gostava de ver um amigo nosso (Ricardo) que faz um programa de TV (já falei do Manhattan Connection, certo?), contou da doença, colocamos o papo em dia. Estava em remissão, só faltando a radioterapia de base de crânio. Algumas semanas depois liguei lá e a mãe dela atendeu. Disse que ela tinha feito transplante de medula. Estavam esperando os resultados, mas estava tudo ok, ela estava em remissão, caminhando bem. Logo depois encontrei com o Ricardo, comentei que ela adorava assistir MC, dei o telefone dela. Ele ligou. E me ligou de volta. Pra dizer que ela tinha falecido. Eu... Não sei. Fiquei muito, mas muito chateada. Minha irmã me ligou na hora e eu estava meio besta, sem saber o que dizer - disso eu lembro. Hoje encontrei na Internet o CD do LP que ela me emprestou. Do MPB 4. Já estava procurando há um tempão. Escutei e chorei. Muito. Porque ela era uma menina linda, sabe? Não é porque já morreu que estou dizendo isso - ela era toda charmosa, bonitona, sempre tinha alguém de olho nela. Enfim. É uma merda ter menos de 35 e mais de um amigo que morreu de câncer. Porque ela foi a segunda e, believe it or not, o primeiro era ex-namorado dela e se foi por causa de uma leucemia. Peraí que vou me recompor e já volto.
Escrito por Kris às 18h05
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Há alguns dias uma pessoa encontrou meu blog pesquisando "pet shop Vie de Chien" na internet. Quem lê meu blog há mais tempo deve se lembrar que foi lá, em março do ano passado, que machucaram o Dexter (um dos cachorros dos meus pais), não assumiram a culpa e tiveram the nerve de dizer que queimar e/ou machucar o cachorro com a lâmina da máquina de tosa é normal. Pois é, essa moça - Mirella - passou (em dezembro) por uma situação ainda pior do que a minha. Reproduzo aí embaixo o e-mail que ela me mandou. Estou com tanta raiva que não tenho nem palavras.
"Agendamos banho e tosa higiênica para nosso cãozinho maltês no Pet Shop Vie de Chien, localizado dentro do Shopping Frei Caneca (Há uma filial na Alameda Lorena). Deixamos-o no Pet e aproveitamos o período de 1 hora para almoçarmos. Ao buscar a cachorra, pagamos o total de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) e, somente na escada rolante, notamos uma gota amarela, com aspecto de pus, nos olhos dela. Retornamos ao Pet e perguntamos a respeito. A funcionária informou que o cão estava com uma alergia devido ao excesso de remela e que, por isso, passou um remédio, o qual não deveria ser retirado. Voltamos para casa, desconfiadíssimos, uma vez que a cachorra tem seus olhos diariamente higienizados e, antes de ir ao Pet, a região havia sido limpa. Liguei ao Pet para perguntar sobre o remédio, ao que responderam, atrapalhadamente, "antipuriglinoso da Bayer". Resolvemos, então, retirar o remédio e qual não foi nossa surpresa ao depararmo-nos com um corte de tesoura na pela da cachorra. Notamos, ainda, que o fucinho do animal havia sido raspado com máquina, quando não é esta a praxe (até o momento não sabemos o motivo, mas tudo leva a crer que o sangue pode ter manchado o pelo e, para disfarçar, a funcionária raspou-o). Examinando mais detalhadamente o cão, percebemos ainda que a funcionária machucou, com a máquina, a perna e o ânus da cachorra. Em contato com a loja, a funcionária insiste em negar que tenha machucado a cachorra e que tenha usado máquina para raspar seu fucinho. O gerente disse que da próxima vez devemos marcar com um tosador. Ora, prezado gerente, é óbvio que não haverá próxima vez, a uma, porque a loja nada fez para remediar o problema, limitando-se a endossar as desculpas infundadas dada pela empregada; a duas, porque, não bastasse a imperícia da funcionária, procurou esta encobrir o próprio erro, culpando-nos por descuido com a limpeza dos olhos do cão (quando foi exatamente com esse argumento que ela fez prova contra si); a três, porque até o momento não assumiu ela a responsabilidade do erro cometido; e, por fim, porque não podemos aceitar que, tendo agendado banho e tosa higiênica, permita o Pet que pessoas não possuidoras de curso de tosa, ou seja, não habilitadas ao manejo de tesouras e máquinas, possam trabalhar com tosa. É claro que, ao agendar uma tosa, qualquer pessoa sensata supõe que será um tosador quem fará o serviço. Se o gerente considera que qualquer um está apto a realizar a tosa, é melhor que eu mesma, dona do cãozinho, que não possuo nenhum conhecimento técnico, realize a tarefa, porquanto a garantia de cuidado será de 100%, não é mesmo."
Escrito por Kris às 10h48
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Cheguei em casa (depois da aula de pilates), liguei a TV e estava passando Malhação. Fiquei assistindo. Acho que era o último capítulo da temporada - gente se separando, gente se juntando, gente se despedindo. Enfim. Chorei duas vezes. TPM é foda.
Escrito por Kris às 18h27
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Ontem assisti Zuzu Angel. Gostei bastante. Eu me lembro de ter lido a história quando eu era criança e fiquei tão impressionada - principalmente com a forma com a qual ele foi assassinado, sendo arrastado por um carro, amarrado com a boca no cano do escapamento - que nunca mais esqueci. Vale a pena.
Categoria: filmes
Escrito por Kris às 18h22
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A primeira vez que fui para os Estados Unidos foi em 88. Fui com minha irmã, o marido dela na época, minha prima e mais 5 pessoas, parentes dele. Os trechos mais longos da viagem fazíamos de avião e alugávamos 2 carros em cada lugar que a gente chegava pra passear e viajar pras cidades próximas. Quando chegamos em Las Vegas, paramos no Circus Circus (hotel & casino) pra conhecer e ligar pra casa dos orelhões que ficavam no lobby. Eu, minha irmã Karla e minha prima Mia voltamos pro carro pra esperar o resto do pessoal. Eu e a Mia sentamos atrás, a Karla sentou no banco do passageiro, abriu o vidro e ficou com o braço direito apoiado na janela. Ela virou pra trás e disse "Kris, olha, o orelhão que eu usei estava cheirando Poison!" (ela adorava esse perfume). Estendeu a mão esquerda e me inclinei pra cheirar. Só escutamos o "ZZZ". Tomei um choque no nariz, veja você. Ela arregalou os olhos e elas ficaram imóveis, sem acreditar que o barulho que elas tinham escutado era realmente do choque que eu tinha acabado de levar no meio da fuça - que ela tinha me dado. Minha irmã disse que nunca me viu arregalar tanto os olhos como naquela hora. Depois de alguns segundos em que ficamos sem respirar (tamanho o susto), não teve jeito, caímos na risada. Naquela época, você levava um choquinho quando estivesse fechando a porta do carro caso tivesse esquecido o farol aceso, o vidro aberto ou a chave no contato. O carro estava fechado, mas ela estava apoiada na janela, que estava aberta. Inacreditável. Só comigo mesmo. Detesto Poison.
Escrito por Kris às 15h13
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falta de assunto...
Achei os comerciais da Cofap no you tube. Um está aqui e os outros quatro estão aqui. As cenas externas da casa (de tijolo aparente, com a cerquinha branca) foram gravadas na clínica onde fiz a mamoplastia em 94 (acho que já falei aqui que eu tinha um peitão). Hoho.
Estou com uma TPM de lascar. Nhé. Daqui a pouco eu volto.
Escrito por Kris às 14h16
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Feliz ano noooovo! Santa preguiça, Batman... Está chovendo cats and dogs aqui!
No dia 23 fomos pra São Paulo. Chegamos meio tarde no tradicional churrasco na Penha, então já estava todo mundo meio bêbado. Foi muito legal encontrar o pessoal - boa parte eu conheço há 17 anos, tem noção? Como ainda não perguntei pra todo mundo se posso publicar as fotos, por enquanto vai só esta. O Marcelo é o do meio e o de boné é o Fausto, um dos meus melhores amigos.

Dia 24 almocei com a Anna e com o Amorim, meus queridíssimos. E conheci o marido dela, finalmente! Nos entupimos de comida japonesa no Sushi Yassu, na Liberdade. Gente, como eu falei. Normalmente eu falo muito, mas realmente gastei a língua. Hoje recebi as fotos. Tirando as que estou fazendo pose pra câmera, estou com a boca aberta em todas as outras - falando sem parar. Chiacchieronissima, dai! Foi muito bacana. Da esquerda: Marcelo, eu, Amorim, Anna e Cris - que eu achava que não conhecia e só hoje me dei conta de que já conhecia pelo Orkut, li vários posts dela em algumas comunidades, adorei as opiniões! Pô, perdi a oportunidade de conversar mais. Uma pena. Se bem que acho que seria impossível tagarelar mais, hohoho.
Escrito por Kris às 11h03
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