Bom, não é novidade pra ninguém que esta merda de UOL anda boicotando seus usuários, por isto não consegui escrever nada nos últimos dias. Saco. Depois de quase 2 meses (ehehehe), consegui salvar umas fotinhos de Ilhabela pra colocar aqui.
 More na Vila Velha (destaque para a camiseta Hasta Dog, presente meu, hoho).
 No caminho para a praia de Jabaquara. O sorriso diminuiu quando chegamos naquele fim de mundo sem asfalto, 10 reais de estacionamento no meio do mato, trilhinha pra chegar na praia, 4532 borrachudos/m2, cerveja servida no copo de plástico e propaganda enganosa de "aceitamos Visa". Nhé.
 Gastando...
 No Nova Iorqu'i. Entrei no restaurante, vi um cachorro e me atirei em cima dele, rsrs.
Escrito por Kris às 17h31
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living in Marília
Já faz tempo que estou pra escrever sobre algumas particularidades dessa cidade que a gente adora e adotou como segunda casa há mais de 1 ano. Conheço várias cidades do interior de São Paulo e minha família (avós, tios, primos, pais e irmãos) é de São João da Boa Vista. Todo lugar tem seu sotaque, seus costumes e algumas palavras que são mais usadas em determinadas situações. Tipo, em São João, não há uma pessoa que não fale "Bem". É assim: "Oi, bem! Tudo bom, bem?" - o bem é pronunciado de forma bem aguda: bém. Fora isto, depois de mais de 30 anos freqüentando a cidade e passando inúmeras férias lá, não tenho mais nada pra contar que seja muito diferente do interior em geral. Ah, sim. Eles não gostam nem um pouco de gente de fora e o bauru de lá é feito com lombo de porco. Marília é uma comédia. Desde que eu cheguei fui muito bem recebida por todas as pessoas pra quem contei que éramos de fora e o Marcelo veio trabalhar aqui. Nunca recebi nem um olharzinho torto do tipo "eh, esse pessoal vem pra cá roubar o emprego de gente daqui". Ah, e for the record, a-do-rei todas as vezes (e não foram poucas, hoho) que me perguntaram "Oi! Você não é daqui, né? Veio pra fazer faculdade?". Haha. Acharem que você aparenta uns 10 anos menos é uma delícia (tá, isto não tem nada a ver com Marília, mas ajudou a ganhar minha simpatia, ué). Mas vamos aos fatos.
Roupa. Além de você poder levar um monte de peças pra casa, experimentar, voltar na loja e pagar só pelo que você escolheu (sendo que a vendedora nunca tinha te visto na vida), quando quiser comprar o que chamamos em Sampa de vestido de festa, social ou habillé, peça "vestido de formatura".
Sanduíches. Se você for pedir um lanche de filé, frango, lombo, etc. certifique-se de especificar que quer pão francês. Porque aqui o default é pão de hambúrguer. Perdi a conta do número de vezes que esqueci de falar "mas é no pão francês..." e comi meu cheese filé salada no pão de hambúrguer.
Molho tártaro. Aqui, é sempre com mostarda (além da maionese). Eu adoro e sempre como peixe por aí - capital, interior, litoral - e nunca tinha visto. É bom. Recomendo. E em todo lugar tem isca de tilápia, coisa que não se encontra facilmente em Sampa.
Orégano. Quase todas as pizzas que eu comi tinham orégano (até quatro queijos, margherita...). Ah, muitas pizzas têm ervilhas também (adoro ervilhas). Todos os molhos de tomate que eu comi tinham orégano. E você também o encontra em lugares mais improváveis, tipo maionese de legumes. Não é uma reclamação, eu gosto deste tempero - mas se você não gosta, be careful.
Gorgonzola. Se você gosta deste queijo (o que é o meu caso), aqui é seu lugar. Até o gorgonzola de panqueca de fast food é gorgonzola mesmo. Nham.
Salgadinhos, pastel e panqueca. Aqui há muitos lugares que servem (ok, São Paulo também tem muito pastel e salgadinhos, mas panqueca?!). Tem de tudo que é sabor e vem um panquecão no prato, com molho vermelho, branco ou os dois. Vale por uma refeição. Quanto ao pastel, você encontra em tudo que é canto, com pelo menos 10 sabores pra escolher. Fogazza 4 queijos também (?!). Pão de queijo não tem quase em lugar nenhum! Se tem, provavelmente está frio, caso não tenha acabado de sair do forno. Eu, como boa paulistana, adoro café com pão de queijo. Aqui, meu negócio é café com empada. Haha. Não é à toa que quando volto pra SP vou até a Casa do Pão de Queijo eu como um normal, um (ou dois) recheado com polenguinho e um panino de presunto e queijo.
Em São Paulo mandioca chama mandioca, no sul chama aipim e no nordeste chama macaxeira. Em São Paulo mandioquinha chama mandioquinha, no Rio de Janeiro chama batata-baroa. Em Marília, mandioquinha chama aipim. Go figure. Quer batata bolinha? Então procure por batata aperitivo antes de perguntar pra 5 funcionários do supermercado "onde tem batata bolinha?". Tomate italiano? Não. Tomate rasteiro. Eu tinha outros exemplos, mas já esqueci. Hehe.
Quer sua pizza ou sanduíche cortado "aperitivo"? Então peça socialista. Demorei meeeeses pra entender. Adorei esse nome.
Terça é dia de galinhada, quarta é dia de costela. Não lembro se os pratos fixos das 2as. 5as e 6as coincidem em todos os bares que se propõem a ter sugestões diárias. Ah, a costela do Barraco... Sábado, como é comum em vários outros lugares, é dia de feijoada. E aqui vários lugares servem cupim também. A-do-ro.
Mil desculpas pelo sumiço. Foi por ausência de atividade cerebral. Já vou ler e responder os comentários .
Escrito por Kris às 10h06
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