Minha idade mental é de 6 anos, give or take. Minhas pantufas são do Pateta, minha sanduicheira é uma vaquinha (e faz moooooo), minha bolsa da Kipling eu comprei em uma loja de roupa infantil e por aí vai. O Marcelo já se acostumou e acaba se divertindo com minha reação, por exemplo, frente a uma vitrine de papelaria montada para atrair crianças de até uns 10 anos. Eu fico louca. Entro na papelaria, arrasto o coitado comigo e fico: "Olha esta lapiseira, Marcelo? Que linda!" "Olha, amor, esse caderninho?" "Ah, que bonitinha essa bolsinha! Olha!". Claro que sempre acabo comprando alguma tralha, nem que seja uma borrachinha. Há algumas semanas a gente precisava comprar umas mídias ou umas etiquetas (nem me lembro exatamente o quê) e fomos ao Shopping - eu o atraí até lá com a idéia de comer cachorro-quente prensado, hoho. Claro que eu realmente queria o lanche, mas aproveitando que a gente já estava lá, fomos à loja de informática, pedimos o sei lá o quê que fomos comprar e ele perguntou se eu queria um pen drive. Meu olho já cresceu em cima de um branco e lilás de 2GB, mas tive de me contentar com o branco e cinza desmaiado de 1GB, já que obviamente eu não preciso de tanta memória, o preço era bem mais alto e, confesso, tinha escolhido só pela cor mesmo. Saímos da loja, fomos dar uma olhada em tênis e encontramos um que eu queria em promoção. Sem amortecimento, só pra andar mesmo. Ele me deu o par de tênis também. Última parada... A papelaria. Eu já tinha me apaixonado por uma bolsa vermelha (feita para adolescentes, não para crianças... Acho), com um cachorro desenhado por este cara. Sacou? Cachorro + objeto vermelho + aparência infantil? Faturei. Aqui tem umas fotos dos produtos, a minha é a de baixo, à direita (ao vivo é bem mais bonitinha). Chegamos em casa e o Marcelo, já rindo da minha cara, perguntou "Fala a verdade? A gente foi até o Esmeralda só por causa da bolsa, não foi? Das coisas que eu te dei foi a que você mais gostou, não foi?" "Nããão..."
Escrito por Kris às 16h31
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mais uma da faxineira
Nossa faxineira foi recomendada por uma pessoa que mora aqui em Marília e trabalha com o Marcelo. A Eliana é bem inteligente, esperta, nunca tive de pedir ou ensinar alguma coisa mais de uma vez. Falo e posso esquecer: ela faz do jeito que eu falei e não esquece mais. Só que, desde sempre, ela me chama de CristiAne. Corrigi umas 5 ou 6 vezes, falei até meu nome completo, depois desencanei. Ela escuta o Marcelo me chamar de Kristine quando ele está em casa (ele não me chama de Kris, como todo mundo) mas ignora o fato e é CristiAne pra cá e CristiAne pra lá o dia inteiro. Às vezes ela me chama de Kris. No final de semana a Luciana, namorada do Marcos, ligou pedindo pra eu avisá-la de que ela não poderia ir na casa deles nesta quarta, que se desse, era pra ir na sexta. Como ela não tem telefone, liguei no celular do namorado da filha dela (que não atendeu) e liguei pra irmã dela. Deixei recado, ela me ligou depois (do celular do garoto) e beleza, dei o recado e tal. Ontem ela veio aqui.
- Então, Kris, o celular do namorado da minha filha nunca tem crédito, ele gasta tudo entrando na Internet. - Ah, então é por isto que eu não consegui deixar recado... - E minha irmã só me deu o recado à noite, por isso demorei pra te ligar. - Não, não tem problema, eu liguei pra ela no fim da tarde. - A gente viu mesmo que você tinha ligado no celular do Elton. Minha filha deixou o seu número gravado no celular dele, apareceu lá - "Kristine" -, porque você falou que seu nome é Kristine, né? - É... - Então, CristiAne, mas não sei se vai dar pra eu ir na casa da Luciana na sexta, não sei se vai ter condução...
Acho que vou começar a chamá-la de Elaine.
Escrito por Kris às 20h19
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