Deus castiga.
The day before yesterday - quarta, quando postei minha re-entrada triunfal (hoho!) - acordei cedo, fui fazer uns exames de sangue, fui a uma loja comprar um negócio e voltei pra casa. Já estava um calor, hum, considerável. Escrevi o post, enrolei um pouco, esperei o Marcelo chegar pro almoço (com Mc Donald's pra mim, yeeeah), almoçamos e ele me deixou no centro pra ir ao banco. Di-lí-cia, calor de 35 graus. Passei um ódio do caralho (I'll spare you the details), fiquei com dor de cabeça por casa do ódio e do calor, andei dois quarteirões em um sol escaldante e entrei em um táxi sobrenaturalmente quente. Fui ao mercado, fiz minhas compras e voltei pra casa, doente pra tomar um banho - suada, nojenta, cecê bravo. Tinha acabado a água. Nooooooo, nem uma gotinha. Como eu sou extremamente zen (yeah, right), enrolei mais um pouco, troquei de roupa (fedendo mesmo) e fui pro pilates. Ah, ar condicionado... Saí de lá, fui cortar o cabelo - a esta altura, já estava melada - a camiseta que eu estava usando há pouco mais de uma hora já estava grudada. Me movimentava sem levantar os braços, sabe? Mas beleza. O Marcelo também tinha marcado pra cortar o cabelo; chegou do trabalho, deixou o carro em casa e foi a pé. Quando ele passou em casa, a faxineira falou que não tinha lavado os banheiros, a cozinha e a área de serviço porque não tinha água. Nem a louça (which was sitting there desde terça à noite). Decidimos sair pra jantar porque, além de não dar pra cozinhar, a gente não queria acumular mais louça na pia. Troquei de roupa (ugh) e fomos comer pizza. Chegamos umas 10 e meia e consegui tomar um pseudo-banho de uns 3 minutos. Tipo - só tirou a poeira da cara. Ontem só teve água pra, de manhã, lavar a louça nojenta (you have no idea - o bagulho fermentou depois de tanto tempo) que estava na pia e tomar banho com o chuveiro aos cuspes. À noite nem a descarga do meu banheiro estava funcionando. Escovei os dentes no banheiro do Marcelo. Hoje saí bem cedinho pra fazer outro exame e até segurei o xixi pra fazer no laboratório (não, não era exame de urina). Esqueci de fazer lá (ahn, o exame era meio diferente - cortisol - e me botaram meio deitada em uma poltrona por meia hora - cochilei, lógico) e fui pro Sesi, patchwork class. Direto pro banheiro. Estava trancado. Tive de segurar até umas 10. Saco. Voltei pra casa 11 e meia. Escutei a caixa d'água enchendo. Esperei até meio-dia e quinze. Nada de banho no meu chuveiro. O banheiro do Marcelo tinha água, maravilha. A merda da água acabou quando terminei de passar o condicionador. Não, eu ainda não tinha me ensaboado e estava melada de creme (porque o condicionador escooooorre e meu cabelo é comprido). Enfiei a cabeça na pia (é, aquele lugar com resíduos de pasta de dente e God knows what else) pra aproveitar a água que ainda estava no cano pra enxaguar meu cabelo. Acho que ele não gostou da idéia, porque aparentemente está me odiando desde então. O dia ainda não terminou, mas a água não voltou. And here I am. Sim, eu moro em um bairro nobre aqui.
Quem mandou eu tirar sarro do drunken husband que só queria uma calcinha semi-nova para sua lovely wife?
Escrito por Kris às 21h38
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Pedir desculpas depois de 2 meses é meio ridículo, I know. But sorry !
Ausência de atividade cerebral. None whatsoever.
Não sei o que me deu. Não consegui escrever nas últimas semanas. Aliás, em parte eu sei, sim. Só que eu decidi faz tempo que meu blog não é muro de lamentações. Acho um saco ler o que eu escrevo quando fico reclamando da vida. Anyhoo.
Então. Já faz 16 minutos que comecei este texto e ainda não sei o que escrever.
Ah! Lembrei de uma coisa engraçada.
Já contei aqui que a campainha aqui em casa toca a toda hora - gente vendendo coisa, oferecendo serviço de empregada, pedindo dinheiro, comida, doação pra sei lá quem e tal.
Há algumas semanas eu e o Marcelo estávamos assistindo televisão no domingo - devia ser umas 7 e meia da noite - e a praga do interfone tocou. O Marcelo foi ver o que era (a gente precisa fechar a porta da cozinha quando vai atender, porque as cachorras se esgoelam quando a gente atende) e, depois de mais de um minuto (pô, pensa bem, 1 minuto é um tempão quando o diálogo consiste em “Oi?” “Oi, tio, você tem alguma coisa pra me dar pra comer?” “Tá, só um minuto que eu vou aí levar.” ) o Marcelo abre a porta da cozinha, põe a cabeça pra fora e diz:
- Kristine, você tem uma calcinha pra dar?
- Ahn?
- O homem pediu uma calcinha. - Calcinha? - Ele falou que a mulher dele quer tomar banho e a calcinha dela está suja. Sabonete ele já arrumou.
- Tá. Eu tenho, sim.
(Por coincidência, eu tinha separado duas pra jogar fora.) - Tem??? (Acho que ele ficou mais surpreso com o fato de eu ter uma calcinha pra dar do que com o fato de um homem bater na nossa porta pedindo uma.) E lá foi ele levar a dita cuja em uma sacolinha (porque levar na mão would be embarassing). Queria saber onde eles foram tomar banho.
Escrito por Kris às 09h55
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