Alguém termina logo com 2007, peloamordedeus. Baixo astral nos últimos dias. As coisas não estão bem por aqui. Eu estou com uma enxaqueca do caraleo agora. Algumas pessoas me dão dor de cabeça e por mais que eu fuja, muitas vezes não tenho como escapar delas. O churrasco do meu amigo Marcelinho este ano foi dia 23 (não 24, já que muita gente dava WO nas respectivas ceias de Natal, rs) e foi bem legal (apesar de um barraco no final). Matei a saudade de um monte de gente que eu acabo só vendo neste churrasco mesmo. Também fomos com as cachorras no Parque Buenos Aires, coisa que a gente fazia todo final de semana e estávamos há mais de 2 anos sem fazer. Agora o Natal, que eu já acho um saco, foi pior do que o normal. Pra piorar, o Marcelo está na Bahia desde dia 26 e só volta acho que dia 4. Não ligo pra reveillon, só estou com saudade mesmo e amanhã é aniversário dele. Já passamos nosso aniversário de 10 anos separados, agora o dele e muito provavelmente o meu no mês que vem. Estamos sem tempo de conversar esses dias - a ligação fica mooito cara. Quem tem ouvido (e falado) é minha irmã. Ano que vem a gente se vê. Ou não. Quem sabe eu volto antes, caso meu humor melhore um pouco.
Escrito por Kris às 22h32
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Eu nem ia blogar de novo hoje, mas quando eu li isto no blog da Anna, não agüentei. Se você não sabe inglês, é o seguinte: um casal Holandês - um diplomata e a esposa - adotaram uma garotinha Coreana de 4 meses. Hoje ela tem 7 anos e eles resolveram devolvê-la - na verdade, abandoná-la - porque ela não se encaixou, digamos assim, no estilo de vida deles. Felizmente, depois desta primeira reportagem - onde os goddamn motherfuckers estão o anônimos -, divulgaram o nome e a foto da dupla. Eu também não falo Holandês, mas os nomes e as caras dos... Hum... Dois (I am so sweet today) estão aqui. Acho melhor eu não escrever o que eu estou pensando. Seriously. Acabou de baixar o Frank Costanza. Serenity now.
Anger as Dutch couple give up Korean girl, 7, they adopted as baby over 'failure to fit in'
Last updated at 17:24pm on 11th December 2007 A Dutch couple has sparked outrage by giving up a seven-year-old South Korean girl they adopted as a baby – after claiming she didn't "fit in" with their life-style.
The diplomat and his wife, who had taken in the child after failing to conceive, handed her to social workers in Hong Kong after having two biological children.
They claimed the girl, who was adopted when four months old and has lived in the territory since she was three, was struggling to adapt to their culture, including food.
Now the Hong Kong's Korean community is trying to find a home for the unnamed child who is currently in foster care after being given up last year.
The girl, who speaks English and Cantonese but not Korean, is neither a Dutch citizen nor a Hong Kong resident, so her future in the territory is uncertain.
In South Korea, parents cannot return adopted children, but no such law exists in Hong Kong.
The diplomat told reporters, who agreed to his anonymity, that his family was struggling to cope with their decision and said his wife was having therapy.
"It's just a very terrible trauma that everyone's experiencing," he said.
"My foreign ministry knows about my situation.
"I have also been in touch with the Hong Kong Government and they have been very helpful to me and so has my own employer."
But the plight of the girl has sparked anger among social workers and many of the seven million people living in the territory.
"It's bizarre. I don't think it has anything to do with cultural shock," said Law Chi-kwong, an associate professor at the University of Hong Kong's Social Work department.
"The child grew up with them. They adopted her when she was a baby; they are responsible for shaping the child's mind and culture.
"How can you say the child cannot adapt to the culture in which she was raised? This is just ridiculous."
Members of Hong Kong's Korean community have flooded the country's consulate with offers of help.
Mark Choi, a spokesman for the Korean Residents Association in Hong Kong, said: "Several families have come forward to offer to adopt or foster the girl."
Hong Kong's Social Welfare Department said it was working with the adoptive parents and relevant parties on the future care of the girl.
It refused to disclose any other details.
Peter Mollema, spokesman for the Dutch foreign ministry in The Hague, said: "These are personal, private matters not shared with everybody at the ministry.
"Right now, we're trying to get the facts straight."
Escrito por Kris às 23h12
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Chantagem emocional sempre que eu estou saindo de casa...

Escrito por Kris às 22h06
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Hoje à tarde fomos ao churrasco de final de ano do pessoal da fábrica. Eu, como sempre - absentminded total -, não me toquei que esta seria a última oportunidade de encontrar um monte de gente que conhecemos aqui. Não me toquei que era a última vez que a gente iria participar de confraternizações da turma da Nestlé de Marília. Não me toquei que era a despedida do Marcelo. Não me toquei que nossa história aqui tem que ter some closure. Durante o churrasco fizeram um agradecimento ao trabalho dele. O pessoal que viaja com ele pra pescaria tinha um presente de despedida. E eu chorei... Muito. Ele, fortão, catou o presente e foi guardar no carro pra disfarçar (ele provavelmente vai negar que este tenha sido o motivo, mas eu conheço e escutei a voz dele, emocionada, quado agradeceu). Um colega dele, que estava sentado do meu lado, riu comigo porque o negócio era pra ele e quem chorava era eu. A gerente da fábrica - Cristine - a primeira pessoa que eu conheço que tem o mesmo nome que o meu - foi super gentil e veio falar comigo quando me viu crying my eyes out. Falou muita coisa legal. Todo mundo rindo e a bocó aqui chorando. Só que eu não tinha ainda me tocado (mais uma vez...) que o Marcelo é, sim, muito querido por aqui. Fez um trabalho exemplar. Fez amigos de verdade em Marília. É admirado pelas pessoas. E não foi convidado pra ir pra Bahia à toa. Me toquei de uma vez por todas que deixamos uma boa impressão aqui e que eu vou ficar com muita, muita saudade desse pessoal. Espero (ou não?) me acostumar com as despedidas. Porque eu estou chorando até agora. De orgulho dele, de saudade antecipada, de sei lá o quê. Anyway. Desta vez, é uma choradeira do bem, que traz alívio no final. Mas eu não pensei que ia ser difícil assim. E olha que eu nem estou imaginando como vai ser me despedir dos meus amigos aqui.
Escrito por Kris às 19h23
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10 anos!
Dez anos... Deeeeeeez anos! Hoje faz dez anos que eu e o Marcelo começamos a namorar. Como o tempo passa rápido! Bom, rápido mas nem tanto - a gente fez tanta coisa neste tempo! Pensei em escrever aqui sobre nossas viagens, sobre nossos jantares, sobre nossa ausência de filhos e abundância de cachorros, mas todos os textos que eu comecei eu achei tão chatos que nem eu teria saco pra ler. Então eu resolvi que meu texto ia ser mulherzinha mesmo. Na semana passada, quando eu estava em São Paulo, jantei com 3 amigos meus de adolescência, dois dos quais se casaram, se separaram e só depois descobriram o que era gostar de alguém de verdade. Eu já estava pensando em escrever sobre esse assunto faz tempo: a pressão que a gente se coloca de encontrar alguém acaba fazendo a gente esperar pouco da vida. Você encontra uma pessoa legal, interessante, que gosta das mesmas coisas que você e pronto: isto deve ser o suficiente pra casar. I've got news for you: não é. Porque não dá pra você dormir pro resto da vida com uma pessoa se você não é apaixonado por ela. Por mais que seja a pessoa mais legal do mundo. Sooner or later a água bate na sua bunda e você se toca que isso é muito pouco. Eu tive a sorte de dar de cara com o Marcelo e falar "Meu Deus do céu, é esse!". Eu não esperava por isto, nunca achei que pudesse gostar de alguém assim e por tanto tempo. Eu também esperava muito pouco da vida. Por um monte de motivos que nem vale a pena falar aqui. Ficar com alguém por tanto tempo não é fácil. Sinceramente, acho que foi bem mais difícil pra ele do que pra mim. Eu sou bagunceira, gastadeira, falo muito palavrão, sou honesta demais - o que me atrapalha tanto ao negociar o preço de um sofá como ao responder a uma pergunta do tipo "Você acha minha roupa bonita?" -, liberal quase ao extremo mas extremamente intolerante com um monte de coisas e não tenho compromisso nenhum com a coerência. Se você me convencer que seu ponto de vista é melhor do que o meu, mudo de opinião in a heartbeat. Pra quem é sistemático e conservador, eu sou um desafio. Temos nossas fases de estranhamento, lógico. A gente se alfineta, discute, só que sem briga, sem gritos - detestamos, achamos meio vulgar. Talvez o fato de não sermos casados formalmente nos obrigue freqüentemente a escolher ficar junto. É um exercício que eu recomendo. A única coisa que eu espero agora são os próximos dez. Ou vinte. Ou 50 (será que eu chego lá?). Saudade...
Ah, esqueci de uma coisa: Anna, você continua sendo co-responsável por esta história. =]
Escrito por Kris às 18h33
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Assistindo Closer - dublado - come on. Give me a break. Tá, eu já não adorei o filme com som original, mesmo com Jude Law no elenco (e olha que eu gosto bastante de Julia Roberts, Clive Owen e Natalie Portman - necessariamente nesta ordem). Dublado, então, é de lascar. Aqui não funciona a tecla SAP. O pedaço de trilha-meio-bossa-nova não convence e, de Damien Rice, prefiro Delicate a The Blower's Daughter.
PS - acabei de sair do banho e meu piercing simplesmente desapareceu. Vanished without a trace. Não sei se perdi antes, durante ou depois. Putaquepariu, o outro eu já perdi na porra da pia. Saco. Este tinha menos de dez dias - ganhei na semana passada. FYI, ele ficava no nariz.
Escrito por Kris às 22h31
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Ligada na tomada. Fora da órbita. Mais atrapalhada do que nunca. Feira de Santana era pra acontecer no ano que vem. Mas já aconteceu e o Marcelo já foi . Estou tão agitada que não consigo nem parar pra escrever aqui. Estamos bem animados, mas o susto de janeiro virar dezembro ainda não passou. Oxente.
Escrito por Kris às 22h05
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