4 months, 3 weeks and 2 days
Eu, defensora ferrenha do aborto, fiquei louca pra assistir este filme desde que ouvi falar dele pela primeira vez, no começo do ano passado, quando ganhou a Palma de Ouro em Cannes (o blog oficial tem notícias em romeno mas tem várias informações em inglês, na coluna da esquerda). Fiquei aguardando ansiosamente o lançamento aqui no Brasil, que aconteceu na semana passada. "Ótimo, vou colocar um link do lançamento no blog", pensei. Bom, what the hell was I thinking? Como eu sou ingênua. Só encontrei mediocridade. Eu me interessei de cara pelo filme porque sou antenadíssima no tema do aborto, leio tudo que eu encontro a respeito, pesquiso, defendo, argumento, discuto. Anyhoo. Procurei reportagens sobre o filme porque, independentemente do tema (ou não - he), eu queria levantar a bola. Alguns críticos (críticos?) fazem de conta que são imparciais e escrevem textos bobos, pseudo-intelectuais, perdem a chance de comentar objetivamente sobre a qualidade do filme e se perdem em textos que ligam nada com coisa nenhuma. Outros, que apesar da profissão pedir imparcialidade (são críticos, for crying out loud), se posicionam contra o aborto (ganhando, em parte, meu respeito pela sinceridade) e divagam com argumentos emocionais, apelativos e, principalmente, carregados de desonestidade intelectual (que faz com que o respeito que eu acabei de mencionar desapareça automaticamente). Comentários sobre a qualidade do filme passam longe. Estado laico. Yeah, right. Quer ler uma crítica boa? New York Times, honey. Em português, nem pensar. Silly me. Estou cansada de machões e de ignorantes. Você não é pro choice? Beat it.
 Eric Drooker. Crucified Woman.
Escrito por Kris às 19h48
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Às vezes você acorda, passa um dia desgraçado, faz um monte de coisas que você detesta e que te fazem um mal do caralho. Volta pra casa, vegeta e dorme. Acorda no outro dia e, pra compensar o nervoso do dia anterior, vomita até o que não tem no estômago. Passa mal o dia inteiro. Feeling like hell. À noite um dos seus melhores amigos - que você conhece há quase 20 anos - vai comemorar o aniversário em um bar na Vila Madalena. Seu estômago está embolado. Sua cabeça está doendo. Você não comeu nada - nada desce. Mas você gosta muito dele e quer ir dar um beijo de qualquer jeito - nem passa pela sua cabeça não ir. Chega lá e encontra gente muito querida e muita gente desconhecida. Bate papo, encontra gente que não vê há um tempão, coloca parte da conversa em dia, toma 3 cervejas e decide ir embora. Aí você vai se despedir do aniversariante, que te agradece a presença, te dá um beijo enorme e um abraço bem apertado. No meio do abraço, você escuta baixinho: Te amo. Sei lá o que seria de mim sem meus amigos.
Escrito por Kris às 23h40
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Oe!
Feliz ano novo, gente!
Desculpem o desabafo aí embaixo. Meu irmão está se separando, meus pais surtaram com a notícia, o clima continua péssimo e eu estou correndo disto como o diabo da cruz. Já sobrou pra mim duas vezes, no ano passado ainda – agora chega, honey. Não me pegam mais pra cristo. Ho.
Pois é. Estou em Sampa ainda. Era pra nós voltarmos pra Marília neste sábado, mas não deu.
Mudando de assunto.
Que falta que eu sinto de São Paulo.
Acho o máximo ir ao cabeleireiro e ser a única mulher no meio de um monte de homem fazendo pé, mão, tintura. Adoro ver gente de cabelo azul e roxo, gente tatuada até as orelhas, cheias de piercings, carregando o filhinho no colo com a mamadeira na mão. Adoro bater papo com gringo em bar. Adoro comer pizza enquanto passa um pessoal na rua usando a caixinha do Mc Lanche Feliz de chapéu (uma das alças servindo como óculos, rs). Adoro andar a pé em Higienópolis, topando com dois cachorros por quarteirão e com uma multidão deles no shopping. Acho engraçado que os bêbados que circulam por Higienópolis sempre vão com a nossa cara – minha, do Marcelo e das cachorras – e vêm conversar com a gente, pedindo dinheiro pra “comer”. O último foi super honesto, fez questão de apertar nossas mãos e pediu dinheiro pra cachaça mesmo, ha. Não, a gente não deu.
Bom, esticar o tempo aqui tem a vantagem de dar uma arrumadinha no apartamento, organizar umas coisas e, principalmente, matar as saudades de um monte de comida, haha! Só hambúrguer eu já comi 4 vezes, hehe.
PS - não estou visitando os blogs porque estou com conexão discada aqui, tenho que economizar no tempo de internet. Saco!
Escrito por Kris às 15h54
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